Humor, ação e Tom Cruise: Missão cumprida em ‘Nação Secreta’

Quatro anos após lançar o ótimo Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, Tom Cruise está de volta para o quinto filme da franquia, Missão: Impossível – Nação Secreta. Isso mesmo, QUINTO filme!

Na trama, Ethan Hunt (Tom Cruise) e sua equipe enfrentam o Sindicato, uma organização secreta formada por espiões renegados de diversas partes do planeta, comprometidos em acabar com a IMF (Impossible Mission Force).

O filme é maravilhosamente bom. Mostrada nos trailers, a cena de abertura com Tom Cruise pendurado do lado de fora de um avião é apenas um aperitivo do que vem de melhor durante as 2h12min de duração do longa.

A ação e adrenalina do filme são equilibradas com o humor de Simon Pegg, que ganha maior destaque neste filme. Todo alívio cômico que Pegg emprega em suas cenas é sutil e agrega de forma positiva o roteiro. Tom Cruise ‘divide’ seu protagonismo com a ótima (em todos os sentidos) Rebecca Ferguson, que literalmente desce do salto para chutar algumas bundas. Sean Harris faz um bom vilão, mas nada comparado ao grande e saudoso Philip Seymour Hoffman em Missão Impossível III (2006).

O vingador Jeremy Renner vira o cara da burocracia e tem bem menos destaque que em Protocolo Fantasma, no qual o introduziram para ‘suceder’ Cruise na franquia. Algo semelhante que fizeram, sem sucesso, colocando Renner no lugar de Matt Damon em outra série de ação, Bourne. Mas com toda a disposição que Cruise tem aos 53 anos de idade, não usando dublês em suas cenas perigosas, isso não acontecerá tão cedo.

A trilha e edição de som são um caso a parte. Tudo é bem colocado e postado em cena, principalmente nos momentos de tensão, nos quais faz-se um silêncio que deixa o telespectador na ponta da cadeira. Além é claro, o tema clássico da franquia composto pelos integrantes do U2, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. para o filme de 1996, que virou marca registrada.

Com Nação Secreta, Cruise volta ao topo das bilheterias e críticas após seus dois últimos filmes Oblivion (2013) e No Limite do Amanhã (2014) fracassarem.  A boa direção de Christopher McQuarrie, que dirigiu Cruise no bom Jack Reacher: O Último Tiro (2012)faz de Missão: Impossível – Nação Secreta um dos melhores filmes de ação do ano e um dos melhores da franquia, perdendo para o primeiro e o terceiro.

Chegar ao quinto filme de uma série em uma Hollywood recheada de reboots é algo surpreendente_Velozes e Furiosos é um caso raríssimo (são sete filmes e um oitavo confirmado)_mas a franquia de Cruise segue contra a maré e tem fôlego para mais continuações com certeza. O entretenimento está garantido e que venha o M:I-6!

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