‘ANTI’s tarde do que nunca! Rihanna encontra o divisor de águas de sua carreira

Após muita espera dos navys e fãs de música pop em geral, a barbadiana Rihanna finalmente lançou seu oitavo álbum de estúdio, ANTI. O disco era esperado desde 2013, ano no qual Riri quebrou o hiato de sete anos lançando álbuns. Desde o início de sua carreira em 2005, a cantora lançou um álbum por ano.

Após lançar o primeiro single, Work, em parceria com Drake na quarta-feira, o álbum vazou antes da hora no Tidal (aquele serviço de streaming do Jay Z que tá segurando o clipe de Feeling Myself até hoje), e horas depois foi disponibilizado para download gratuito na plataforma.

No ano passado quando revelou a capa, feita pelo artista Roy Nachum, Rihanna explicou o significado do título – ANTI: “uma pessoa contrária a uma política, atividade ou ideia em particular”. E é justamente isso que ela trouxe no disco.

Foto: Capa do álbum criada pelo artista Roy Nachum.
Foto: Capa do álbum criada pelo artista Roy Nachum.

Se você perguntasse para qualquer pessoa que curte músicas da Rihanna, qual sonoridade seu novo álbum teria, muito provavelmente responderiam que as novas canções seriam como We Found Love ou Umbrella ou Diamonds ou parecidas com essas, afinal acostumamos com esse tipo de música genérica (mas muito boa) que levou a cantora ao topo das paradas mundiais.

Foto: sexto vídeo do ANTI diaRy, uma ação em parceria com a Samsung para divulgar o álbum.
Foto: sexto vídeo do ANTI diaRy, uma ação em parceria com a Samsung para divulgar o álbum.

E é contra esse pré-conceito que Rihanna deu vida ao #R8. Ela foi contra tudo o que já havia feito, seja as farofas (maravilhosas) do Loud, seja o seu lado sombrio (da força) com o Rated R ou a garota má do Good Girl Gone Bad. Riri sempre foi chamada de cantora de singles, apesar dos bons números de seus álbuns. Agora ela resolveu inverter os papéis e fez um álbum conciso. Falo isso pelo simples fato da moça deixar de fora os três até então, buzz singles do álbum. FourFiveSeconds com Kanye West e Paul McCartney, American Oxygen e Bitch Better Have My Money (ESSA NÃO, POR QUÊ? NUNCA TE PEDI NADA!) ficaram de fora da edição final do disco. E isso faz muito sentido, já que nenhuma das três músicas “casam” com o conceito e sonoridade geral de ANTI.

Bitch Better Have This Song on Tour.
Bitch Better Have This Song on Tour.

Riri não quis fazer mais do mesmo, não só na sonoridade, mas nas composições também. A cantora é co-autora de mais da metade do álbum, o que não aconteceu tanto em álbuns anteriores. O que justifica a demora do ANTI em ficar pronto. Ela também optou por deixar de lado nomes carimbados como Sia, Ne-Yo, Calvin Harris, David Guetta e Kanye West, com quem já trabalhou no passado. Agora aposta em novos compositores e produtores como Sevn Thomas, que escreveu o lead-single Work com mais cinco pessoas, Drake e a própria Rihanna. Woo é a música que vemos mais nomes conhecidos. The-Dream, Jeremih e The Weeknd ajudaram na composição, Hit Boy e Travi$ Scott produzem.

Descobrir e trazer novos compositores e produtores para o seu trabalho, sempre foi uma das qualidades que fizeram a Madonna ser o que é hoje. Com William Orbit, compositor e produtor não tão conhecido na época, Madonna se reinventou (como sempre) e lançou o aclamado Ray of Light em 1998, um divisor de águas na sua já bem sucedida carreira. Nas devidas proporções, Rihanna tem agora o seu divisor de águas, por ser um trabalho único e diferente de tudo o que já fez, goste você ou não do material. (PS. não estou comparando Ray of Light com o ANTI, hein plmdds).

There's the only one Queen and that's Madonna, bitch!
There’s the only one Queen and that’s Madonna, bitch!

Entre as faixas, destaques para: Consideration, música que abre o disco e tem participação da cantora SZA (WHO? conheça mais da cantora em sua página aqui) é uma das mais “comerciais”. Woo tem uma batida de hip-hop bem pesada e muito auto-tune. Same Ol’ Mistakes é uma das minhas favoritas e mostra Riri em seu melhor lado R&B, pode ser o próximo single facilmente. Love On the Brain tem uma pegada anos 80 e é um R&B fino e elegante à lá Alicia Keys. Higher é quase um interlude de tão curta, mas é a música mais desafiadora vocalmente falando (A MULHER TÁ CANTANDO MUITOOOO!). Pose, uma das músicas da versão deluxe é o único “batidão” dentre as 16 canções. Kiss It Better é uma baladinha bem sexy e bem produzida. E temos o primeiro single, Work, a mais animadinha do álbum.

I'm back niggas!
I’m back niggas!

Robyn Fenty conseguiu sua afirmação no mercado da música por todas as suas conquistas na carreira. Agora decidiu que é a hora de não só agradar aos fãs, mas fazer um trabalho honesto para si mesma. ANTI é de longe o disco mais arriscado de toda sua discografia. Se fará sucesso ou não, pouco importa, e Riri não deve estar nem aí pra isso. O fato é que Rihanna se permitiu ir contra as mesmas ideias e conceitos de sempre, e lançou o álbum mais coeso, diferente e “ANTI” dos seus pouco mais de dez anos de carreira. Como já disse, o divisor de águas de sua carreira, para o bem ou para o mal!

PS. Vale lembrar que Riri começa no dia 26 de Fevereiro em San Diego, California, a sua ANTI World Tour, sétima turnê da barbadiana. Vamos torcer para datas no Brasil.

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Um comentário em “‘ANTI’s tarde do que nunca! Rihanna encontra o divisor de águas de sua carreira

  1. Adorei a forma em que relatou toda a trajetória musical de Rihanna. Simplesmente quem não conhece lerá este texto e ficará mais atualizado. Parabéns pelo blog, beijos.

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