‘Capitão América – Guerra Civil’ é épico e comprova hegemonia da Marvel

É chegado o momento mais esperado pelos leitores do Cultura (só que não). Minha resenha sobre o terceiro filme de super heróis lançado em 2016, a mais nova produção do Marvel Studios, Capitão América: Guerra Civil.

Após os eventos de Vingadores: Era de Ultron, os governos mundiais passam a se questionar sobre o quão necessário é ter super heróis atuando de forma independente e destruindo tudo por onde passam. Por meio do Secretário de Estado, Thaddeus Ross (William Hurt), os Vingadores são notificados sobre o Tratado de Sokovia, documento que coloca os heróis sob supervisão das Nações Unidas (políticos tentando controlar os caras, nenhuma novidade até aqui). Isso divide nossos heróis em dois blocos: os que defendem a assinatura do Tratado, liderados pelo Robert Downey Homem de Ferro Jr., e os que desejam continuar atuando longe dos olhos do governo, esses ligados ao Capitão América (Chris Evans), ou seja, #TeamIronMan vs #TeamCap. Se não bastasse o Tratado de Sokovia, ainda temos o retorno do Soldado Invernal (Sebastian Stan), que intensifica o embate entre nossos heróis, no maior estilo “pegue o pombo” (assistam ao filme, ok?!).

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Marvel's Captain America: Civil War L to R: Iron Man/Tony Stark (Robert Downey Jr.), War Machine/James Rhodey (Don Cheadle), Black Widow/Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), Steve Rogers/Captain America (Chris Evans), Sam Wilson/Falcon (Anthony Mackie), Vision (Paul Bettany), Wanda Maximoff/Scarlet Witch (Elizabeth Olsen). Photo Credit: Film Frame © Marvel 2016
Momento tenso!

Após a boa recepção e direção em Capitão América: O Soldado Invernal (2014), os irmãos Anthony Russo e Joe Russo voltam a dirigir mais um longa da Marvel e conseguem fazer o melhor filme do estúdio até aqui. As sequências de ação são ainda mais bem trabalhadas e coreografadas. Não temos luta com facas, mas temos o dobro de socos, chutes, voadoras e afins, não dá pra reclamar. Os efeitos visuais são bem executados e beiram a perfeição, como a famosa cena do aeroporto.

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A familiarização do público com a história isolada de cada herói ajuda na construção do roteiro, que é bem amarrado e desenvolvido, sem precisar de muita explicação para isso ou para aquilo. E mesmo que você não tenha visto os outros filmes, conseguirá entender as motivações de cada um.

A personalidade de cada herói é ainda mais evidente. Seja com o Tony Stark egocêntrico, narcisista, irônico e em busca de redenção; ou um Steve Rogers companheiro, brigão, e que age como criança quando falam mal dos amigos (migo seu louco, para); seja Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) insegura, cheia dos problemas (quem nunca), em fase de amadurecimento ainda (puberdade?); ou a Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) como sempre fria e calculista (continua gostosa). O ponto é que, o embate entre nossos heróis vai além do Tratado de Sokovia ou a caça ao Soldado Invernal, e no fim se torna nada mais que uma briga de egos (gigantes, por sinal). Cada um lutando por objetivos próprios e pessoais. Tudo isso com o vilão Zemo (Daniel Brühl), dando uma de Lex Luthor, só que de forma mais inteligente, digamos assim.

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A introdução de novos heróis como Pantera Negra (Chadwick Boseman), nunca visto nos cinemas antes, poderia bugar a cabeça de muitos, mas felizmente isso não acontece. O Pantera, que ganhará filme solo em 2018, é rapidamente apresentado e integrado ao time de heróis. E é, sem dúvidas, o grande trunfo da Marvel para os próximos anos, assim como a Mulher Maravilha é em Batman vs Superman para a DC.

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Vai ter herói negro nos cinemas sim, e se reclamar vou só na voadora.

E o que falar do novo Homem Aranha nos cinemas hein? PUTA QUE PARIU! O teioso, interpretado agora por Tom Holland (O Impossível, 2012), TÁ DO BARALHO! Adolescente, com espinhas na cara, nerd e zoeiro, Holland parece entregar o melhor Homem Aranha já feito. Falo que “parece” entregar, pois o teste de fato ocorrerá ano que vem, quando o ator alçará teias sozinho em. Mas a volta do amigão da vizinhança aos cinemas, agora sob controle criativo da Marvel, empolga e muitoooooooooo.

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E aí galera?

O fato de ter tantos heróis juntos no filme do Capitão América, poderia tirar o protagonismo do personagem que leva o título do longa, mas não é o que acontece. Muito pelo contrário, tudo gira em torno do Capitão e as decisões que toma, e os personagens do seu universo – o Soldado Invernal, Falcão (Anthony Mackie) e até Sharon Carter (Emily VanCamp), por exemplo – ganham destaque.

Fora isso, os demais personagens têm o seu momento. Visão (Paul Bettany), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Máquina de Combate (Don Cheadle), a nova tia May (Marisa Tomei), o hobbit Everett K. Ross (Martin Freeman) e o Homem Formiga (Paul Rudd), que protagoniza o momento de maior culhão da Marvel nos cinemas, sustentam e mantêm o telespectador no filme. 

Olá "Tiamei", tenho interesse!
Olá “Tiamei”, tenho interesse!

Capitão América: Guerra Civil é um filme leve, gostoso de assistir, supera Os Vingadores (2012) [melhor longa da Marvel pra mim até então] e faz tudo o que Vingadores: Era de Ultron não conseguiu, ser um filme épico e à altura do título, comprovando mais uma vez a hegemonia da Marvel na produção de filmes do gênero.

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