‘Warcraft’ empolga, mas peca por buscar público seleto

Antes de levar qualquer xingamento ou coices gratuitos, gostaria de frisar que minha crítica sobre Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos trata-se de uma resenha feita por alguém que NUNCA jogou o game. Sabe aquela música Caviar do Zeca Pagodinho? Então, uso o refrão dela com uma alteração para explicar minha ‘história de amor’ com Warcraft: ‘nunca vi, nem joguei, eu só ouço falar’. Dito isto, vamos ao que interessa…

Baseado no universo criado pela desenvolvedora de games, Blizzard EntertainmentWarcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos narra a história de uma civilização chamada Azeroth (humanos) que viveu em paz durante anos, mas são levados à guerra contra uma legião de Orcs vindos de outro mundo através de um portal, aberto pelo bruxo Gul’Dan (Daniel Wu). Anduin Lothar (Travis Fimmel), líder dos humanos, fará de tudo para salvar seu mundo. Assim como Durotan (Toby Kebbell), líder dos Orcs, contrário a Gul’Dan tentará salvar sua espécie.

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Gul’Dan (Daniel Wu).

O filme começa com os Orcs em seu mundo, Draenor, abrindo o Portal Negro para o mundo humano. O portal é alimentado pela vitalidade de um de raças que os Orcs aprisionam. A ação dura poucos minutos, e logo já estamos em Azeroth. Simplesmente somos jogados (eu e todos os não jogadores de Warcraft) em um mundo novo e estranho. Ok, segue o jogo…

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A partir daí, é apresentado uma série de lugares com vários nomes estranhos, pra todos os gostos possíveis. Reino de anões; um ‘palácio’ para o guardião Medivh (Ben Foster), protetor de Azeroth; aparecem elfos; mais de um clã de Orcs, enfim… Tem seres de todos os tipos pra J.R.R. Tolkien nenhum botar defeito.

A trama se desenvolve bem, mesmo você boiando em alguns momentos, nos quais personagens citam palavras específicas do mundo de Warcraft, que não fazem parte do vocabulário de um público acostumado em ver Tony Stark, Katniss Everdeen e Harry Potter. Os personagens de Travis Fimmel (Anduin Lothar), Dominic Cooper (rei Llane Wrynn) e Ben Schnetzer (Khadgar) são bem desenvolvidos na trama. Porém, outros como Durotan feito por Toby Kebbell e Garona, interpretada por Paula Patton, carecem de uma origem melhor contada.

Film Title: Warcraft
Personagem de Travis Fimmel e Paula Patton em cena de Warcraft.

Ação é o que não falta, assim como captura de movimentos, que está sensacional. O filme é lindo de se ver, sério! Ambientes muito bem feitos e executados. São efeitos realmente deslumbrantes. É uma pegada semelhante aos efeitos de Senhor dos Anéis, digno de Oscar e tudo.

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Durotan, personagem de Toby Kebbell.

O filme é realmente empolgante, mas peca por sua história não se resolver por si só (deixando a trama para ser decretada em futuras continuações) e, principalmente, focar em um público seleto (fãs da franquia de games e livros). Tirando isso, Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos tem tudo para dar certo, espero que continuações aconteçam para explicar melhor este universo no mínimo instigante e fantástico para um público mais amplo.

crafr

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