Com quantos limões se faz uma lenda? Beyoncé te responde!

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Muita coisa aconteceu desde que Beyoncé ‘change the game with a Lemonade drop’ no dia 23 de abril. De lá pra cá, fiz inúmeros trabalhos da universidade e entreguei a primeira parte do meu trabalho de conclusão de curso, mas faltava fazer algo. Cadê o review sobre o novo álbum da Beyoncé, Thiago? Bom, passada essa fase (provisoriamente), é chegada a hora de falarmos não só do Lemonade, mas também da The Formation World Tour aqui no Cultura. Segura esse COMBO beyhive!

Quando lançou o videoclipe de Formation e performou a canção no show do intervalo do Super Bowl 50, Beyoncé despertou a ira de racistas e preconceituosos ao redor do mundo, por homenagear Malcolm X e os Panteras Negras, condenar as mortes de jovens negros pela polícia e exaltar a cultura negra como nunca visto em sua carreira.

Lemonade é o sexto álbum de Beyoncé, sendo o segundo álbum visual de sua carreira. Dessa vez, os videoclipes vieram em forma de filme. O curta-metragem de uma hora de duração foi veiculado como especial da HBO, e o disco lançado na sequência com exclusividade pelo serviço de streaming mais odiado no mundo, o Tidal, do maridão Jay Z (que tenta fazer o barro acontecer).

Composto por 12 faixas, Lemonade é o disco de Beyoncé que possui a sonoridade mais diversa e diferente de tudo o que a cantora já fez. Temos indie rock, country, muito trap (subgênero do rap) e um R&B pouco mainstream, mostrando toda a versatilidade da cantora, muitas vezes taxada de “pouco inovadora” ou que não sai da “mesmice”. Lemonade é um álbum conceitual, que levanta bandeiras como a do feminismo, dos negros e homossexuais. Mas que fala, principalmente, da jornada de uma mulher traída, que encontra a força interior para perdoar.

<<<<< MÚSICA >>>>>

1. PRAY YOU CATCH ME : escrita por Kevin Garrett, Beyoncé e James Blake, a música possui uma melodia suave com piano e violinos; já a letra, assim como boa parte do álbum, remete a uma mulher que sabe das traições de seu amado, mas que diz ‘eu sei o que você faz, só gostaria de pegá-lo no flagra’. É um desabafo.

2. HOLD UP se na primeira faixa Queen B dá indícios de traição, aqui ela os confirma. No refrão: “Hold up, they don’t love you like I love you. Slow down, they don’t love you like I love you” (Espere aí, eles não te amam como eu te amo. Vá devagar, eles não te amam como eu te amo) e mais a frente “What’s worse, lookin’ jealous or crazy? Jealous or crazy?” (O que é pior, parecer ciumenta ou louca? Ciumenta ou louca?). Bey se arrisca em rimas e dá uma de louca enciumada ao som da batida ‘suja’, meio trap e meio reggae produzida por Diplo e Ezra Koenig. A frase They don’t love me like I love you foi retirada da música Maps, escrita e lançada em 2003 pelo trio de indie rock, Yeah Yeah Yeahs. Veja o clipe aqui.

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“Quer dizer que o bonito me traiu?!”

3. DON’T HURT YOURSELF (FEAT. JACK WHITE) : aqui surge a primeira surpresa do disco, Bey cantando um indie rock ao lado de Jack White, que também escreveu a faixa. Fora o rockzinho bem executado, a música traz mais uma crítica ao seu amado traidor. Beyoncé diz ao seu parceiro que ele não está a amando o suficiente e que ela é boa demais pra ele. “Blindly in love, I fucks with you. ‘Til I realize, I’m just too much for you, I’m just too much for you” (Cegos de amor, eu transo com você até perceber, eu sou boa demais para você. Eu sou simplesmente demais para você). Quando canta “We just got to let it be, let it be, let it be, let it be baby“, Bey parece extravasar tudo o que gostaria de falar, é libertador. Jack White imprime uma obscuridade e se encaixa perfeitamente entoando o refrão.

4. SORRY : passado o momento “rockeira”, Bey volta às origens em Sorry, ao bom R&B de sempre, aqui misturado com algumas batidas mais trap, gênero que bombou nas paradas do ano passado com músicas do Fetty Wap, e seguindo a linha de canções anteriores da própria Queen B como 7/11 e ***Flawless. Na letra, Bey continua divagando sobre traição, e se mostra uma mulher forte que não se arrepende de esbravejar ou mentir para o amado que chega tarde da noite em casa e vem com desculpas esfarrapadas. Se em 2008, Beyoncé cantava “Cuz if you liked it then you should have put a ring on it“, agora ela canta “Today I regret the night I put that ring on“.

5. 6 INCH (FEAT. THE WEEKND) : a quinta música é a segunda colaboração com outro artista. Se em Don’t Hurt Yourself, Queen B convocou o rockeiro Jack White, aqui ela chama o melhor artista de R&B do último ano, The Weeknd. A música possui batidas poderosas, estilo Drunk In Love, que casam perfeitamente com as vozes dos dois intérpretes. A letra é um grande empoderamento feminino. Beyoncé faz uma autobiografia ao falar de uma mulher forte que trabalha todos os dias, dia e noite sem parar, dando o seu melhor, conquistando seu próprio dinheiro; uma Independent Woman, que arrasa na balada sem se importar com ninguém e “mata” todo mundo que torce contra seu sucesso. É a letra mais sexual do álbum.

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Sexy, sem ser vulgar.

6. DADDY LESSONS : a segunda surpresa (e que surpresa hein!) do álbum fica por conta de Daddy Lessons. A cantora investe em um country maroto, todo trabalhado no banjo e no sax. Melodicamente, é a canção mais ousada do álbum. “Good job Bey” com muito bem diz Blue Ivy ao final da canção. É uma volta às origens. A cantora natural de Houston (cidade do Texas) dialoga sobre a relação com seu pai quando era mais nova, a forma como foi criada, moldada para ser a mulher forte que é hoje. Apontando um pouco da ‘frieza’ do daddy Mathew Knowles, que cuidou da carreira da cantora desde as Destiny’s Child até seu terceiro álbum solo, o I Am… Sasha Fierce (2008), época na qual Tina Knowles descobriu as traições do marido. Curiosamente, Bey diz na canção que seu pai a avisou sobre ‘ele’: “My daddy warned me about men like you. He said baby girl he’s playing you, He’s playing you. Vale lembrar que lá em 2003, em seu primeiro álbum, Dangerously In Love, Beyoncé escreveu a canção Daddy, em homenagem ao papai.

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É na sola da bota, é na palma da mão!

7. LOVE DROUGHT : passada metade do álbum, chegamos na sétima faixa. Beyoncé resolve dar uma aliviada e pega “leve” nessa “seca de amor” que sente após ser traída. Aqui ela questiona a seu amado o que ela fez para merecer tal traição, mas como o ama, consegue perdoá-lo. Love Drought é a divagação de um  amor que sobreviveu a traição. O ritmo lento e os “sussurros” de Bey emolduram a canção.

8. SANDCASTLES : essa baladinha maravilhosa, toda na base do piano, é simplesmente a faixa mais “sentimental”, se podemos dizer assim, do álbum. Acompanhada de um coral de vozes, Bey fala de brigas e promessas feitas. É linda demais essa a música, uma das melhores melodias da carreira da cantora.

9. FORWARD (FEAT. JAMES BLAKE) : nada de traição aqui. Esse interlude composto e produzido pelo inglês James Blake e Beyoncé, é bem intimista e serve de gancho para a música seguinte que tratará de questões raciais.

10. FREEDOM (FEAT. KENDRICK LAMAR) : eis que surge o hino de liberdade e representatividade daqueles que historicamente, ao redor do mundo, foram e ainda são vítimas de discriminação racial, a comunidade negra. Os negros que conquistaram seus direitos após muitas lutas, e ainda hoje, sofrem desigualdades em uma sociedade branca patriarcal. As rimas de Kendrick Lamar falam de como o jovem negro, atualmente, apenas por ser negro, é oprimido pela polícia, pela sociedade em si, que o sentencia como criminoso antes mesmo do julgamento. Beyoncé mostra e lembra à essas pessoas racistas, que ela é NEGRA com orgulho, e que conquistou sua VOZ para lutar pela igualdade e liberdade daqueles que ainda não possuem.  Freedom é sobre isso, dar a voz de liberdade e coragem àqueles que ainda lutam para conquistar o seu devido espaço na sociedade.

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“Won’t let my freedom rot in hell…”

11. ALL NIGHT : a penúltima faixa é mais uma produção de Diplo… e que produção hein, PQP! All Night é aquela faixa que você canta, mexendo a cabeça de um lado para o outro e pira na hora do refrão. O ritmo ora lento, ora acelerado, casado com os vocais bem postados de Queen B, e o sax ao final de cada refrão, tornam a música uma das melhores do álbum, se não a melhor. Quanto a letra, é a redenção do traidor. Beyoncé canta como se estivesse em uma conversa de reconciliação com o seu amado, e no fim deu tudo certo e vida que segue.

12. FORMATION : o primeiro single é a faixa que encerra a “Limonada” mais gostosa da vida. Beyoncé arrasa com os racistas, os haters, a polícia que atira em negros, enfim, ela arrasa em tudo. Bey fala que ama o cabelo black power de sua filha, uma resposta aos que a criticam por deixar o cabelo da Blue “feio”. Beyoncé convoca as feministas para entrar formação. Formation é um hino para dar voz e representatividade aos negros, feministas e homossexuais.

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Bitch, I’m back by popular demand.

<<<<< VISUAL >>>>>

Se as músicas vieram cheias de significados e representações, com a parte visual do álbum não seria diferente. Beyoncé traz um “requinte” e simbolismos que dão vida às suas músicas.

Entre uma música e outra, Beyoncé narra a história de Lemonade com um tema: Intuition, Denial, Anger, Apathy, Emptiness, Accountability, Reformation, Forgiveness, Resurrection, Hope Redemption. Em um matagal, a cantora surge com o tema Intuition (intuição de ter sido traída? maybe) e aparece desolada cantando Pray You Catch Me.

Com um efeito maravilhoso, a cantora cai de um prédio e logo está em uma sala inundada (lágrimas?) no tema Denial. A traição foi descoberta. Queen B então abre as portas do local e surge mais forte do que nunca, perambulando com um vestido amarelo pelas ruas de uma cidade. E entre ser jealous or crazy, ela pega um taco de beisebol e ao estilo Michael Jackson de Black or White, sai quebrando tudo ao som de Hold Up.

Em Don’t Hurt Yourself, utilizando o figurino da capa do álbum, Beyoncé aparece divando (como de costume) e batendo cabelo em um estacionamento. Parte do discurso Who Taught You To Hate Yourself? (veja aqui) de Malcolm X é inserido no meio do videoclipe. Nele Malcolm diz: “A pessoa mais desrepeitada na América é a mulher negra. A pessoa mais desprotegida na América é a mulher negra. A pessoa mais rejeitada da América é a mulher negra“. Após Jack White, que não aparece no vídeo, cantar Love God herself, surge a frase: “God is God and I am not“, deixando bem claro que ela é humana e falha (humildade, a gente vê por aqui). Para completar, Bey retira do dedo uma aliança e a joga fora (vixe).

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Na na na Diva is a female version of a hustla

Para o tema Empathy que introduz Sorry, Beyoncé dá continuidade ao empoderamento às mulheres negras, que aparecem durante todo o filme. Aqui, seus corpos estão com pinturas de tribos africanas, feitos pela artista nigeriana Laolu Senbanjo. Bey e suas dançarinas “africanas” dançam dentro de um ônibus para a música mais “divertida” do álbum, mas quem rouba a cena mesmo é Serena Williams. A tenista surge toda sexy dançando até o chão, enquanto Bey está sentada em um trono.

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Who run the world? Girls.

Para a parte final do clipe, Bey se veste como a rainha egípcia Nefertiti, em uma das cenas mais lindas do filme, que realçam ainda mais a beleza negra em tons de preto e branco.

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Bey de Nefertiti. Uma verdadeira rainha, não é mesmo?!

ATUALIZAÇÃO (24.06.2016): A cantora liberou o videoclipe da música em seu canal oficial.

Já em 6 Inch, o preto e branco de Sorry é deixado de lado para que o vermelho sangue surja. Com um vestido vermelho e narrando situações como “[…] grief sedated by orgasm, orgasm heightened by grief […]“, Queen B põe fogo na casa literalmente. Toda a sexualidade da cantora é explorada aqui com maior intensidade. O tom do vídeo remete pesadelo, medo, dor.

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Hello, hello, baby you called I can’t hear a thing.

Accountability seguido de Daddy Lessons é um retorno às origens, à infância. Cercada de crianças, Beyoncé fala que quando você é mais novo, você quer se parecer com sua mãe, usar o batom dela, se vestir como ela, ser forte como ela. A partir daí, surge alguns questionamentos sobre a traição “dele”, como se Bey conversasse com sua mãe ou avó. No final, fica no ar a pergunta: “Am I talking about your husband or your father?“. Daddy Lessons entra em cena com Beyoncé vestida de sinhá, imagens de pais e seus filhos, Bey cavalgando, e… Mathew Knowles. O pai de Beyoncé aparece em um vídeo antigo ao lado da filha, e posteriormente brincando com Blue Ivy.

Mathew Knowles brincando com Blue Ivy.
Mathew Knowles brincando com Blue Ivy.

Em um estádio de futebol americano, Bey aparece com um vestido branco deitada no gramado, enquanto algumas lágrimas escorrem de seus olhos. Reformation surge como o início para o perdão, Bey diz: “You think it’s not possible for someone like you. But you are the love of my life. You are the love of my life“. Somos levados à um lago, onde Beyoncé e mais algumas mulheres entram na água com vestidos brancos e faixas pretas, que formam uma cruz, ao som de Love Drought. Todas de mãos dadas, em uma clara mensagem: mulheres, uni-vos. É como se a água levasse todo o ódio, raiva, rancor e sentimentos negativos pela traição. Após isso, vem o perdão.

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Baptize me. Now that reconciliation is possible“, assim começa Forgiveness. Com o perdão; uma “maldição” de gerações, prestes a ser quebrada; ao som de The Look of Love, música presente no álbum Silk & Soul de Nina Simone em 1967; Beyoncé surge com a intimista Sandcastles tocando teclado. Isso mesmo, Beyoncé tocando um instrumento. Se faltava este requisito para Bey ser considerada uma artista completa, agora não falta mais. Jay Z aparece fazendo carícias e em momentos românticos com Bey, sim, a reconciliação é possível. No encarte do álbum, a parte destinada à Sandcastles, possui inúmeras fotos dos dois juntinhos.

"Vê se não faz mais burrada, flw?!"
“Vê se não faz mais burrada, flw?!”

Os negros, as mulheres negras, que aparecem durante todo o filme, ganham ainda mais destaque a partir de ResurrectionForward mostra mães segurando fotos de seus filhos, jovens e negros, mortos pelo simples fato de serem negros. Isso resultou no movimento Black Lives Matter, que luta por justiça e igualdade aos negros. A modelo com vitiligo (doença que causa perda de pigmentação natural da pele), Winnie Harlow, aparece segurando uma foto também. É o momento mais tocante e até “revoltante” do filme. E a voz de James Blake costura bem a cena.

Winnie Harlow
A modelo Winnie Harlow.

No tema Hope, mulheres vestidas com roupas de escravas (trabalhadoras da “Casa Grande”) e um cenário que lembra muito o filme vencedor do Oscar de 2014, 12 Anos de Escravidão, Beyoncé canta a introdução de Freedom à capela com as mães dos jovens negros mortos na “plateia”. Blue Ivy, Winnie Harlow e a cantora Zendaya também participam. Ao final, aparece o vídeo com o discurso de aniversário de 90 anos de Hattie White, avó de Jay Z, na música: “I had my ups and downs, but I always find the inner strength to cool myself off. I was served lemons, but I made lemonade“(Tive meus altos e baixos, mas sempre encontrei a força interior para me levantar. Me foi servido limões, mas eu fiz limonada).

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True love brought salvation back into me. With every tear came redemption and my torturers became my remedy. Com essas palavras, a redenção chega ao som de All Night, Bey está de volta ao matagal. Agora mais entusiasmada, pronta para recomeçar. No vídeo, imagens de casais de todos os tipos: homens, mulheres, gays, lésbicas… humanos. Imagens do segundo casamento de Tina Knowles ano passado, e do casamento de Queen B com Jay Z também aparecem. Bey grávida. Jay brincando com a Blue.

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De bônus track, o vídeo de Formation encerra definitivamente nossa limonada. Na introdução do videoclipe, Queen B utiliza parte do discurso do rapper gay Messy Mya (este aqui), morto em 2010 (ao que se acredita pela polícia), ele diz: “What happened at the New Orleans? Bitch, I’m back by popular demand“. O clipe foi filmado na cidade mais racista e de repressão policial aos negros dos EUA, New Orleans.

Os discursos do filme são adaptações de algumas poesias da escritora queniana, Warsan Shive. A direção principal foi de Beyoncé e Kahlil Joseph, com apoio de outros diretores famosos como Melina Matsoukas, Jonas Åkerlund, Mark Romanek, Todd Tourso e Dikayl Rimmasch. Os créditos sobem ao som de Formation.

Lemonade é uma grande história de amor, traição, preconceito, luta e perdão. Esse filme mostra a evolução visual e, principalmente, musical de Beyoncé. Que essa vadia volte mais vezes pela demanda popular, pls!

 <<<<< TURNÊ >>>>>

Quatro dias. Esse foi o tempo que a beyhive de Miami, na Flórida, teve que aprender as letras de Lemonade para o primeiro show da The Formation World Tour, quinta turnê solo de Beyoncé. Bom, eles decoraram, obviamente.

Com um repertório que visita todos os seus seis álbuns e mais algumas colaborações com outros artistas, Beyoncé performa 31 músicas e possui 6 interludes (aqueles momentos que passam vídeos para a artista trocar de roupa). Dentre tantas músicas do novo álbum, alguns hits ficaram de fora como Single Ladies, Get Me Bodied, Irreplaceable, If I Were a BoyXO. Mas convenhamos, são tantos hits e músicas novas para apresentar ao público, que fatalmente algumas ficariam de fora.

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Intro (with samples of ‘No Angel’ and ‘Formation’)
1. Formation
2. Sorry
3. Bow Down (‘Tom Ford‘)
4. Run the World (Girls)
Superpower (Interlude)
5. Mine
6. Baby Boy (with samples of ‘Standing on the Sun’, ‘Freaks’ & ‘Bam Bam’)
7. Hold Up
8. Countdown (with samples of ‘Pop My Trunk’)
9. Me, Myself and I
10. Runnin’ (Lose It All) – (Naughty Boy cover)
11. All Night
6 Inch / I Care / Ghost (Interlude)
12. Don’t Hurt Yourself (begins with live guitar playing samples of ‘6 Inch’ & Kanye West’s ‘New Slaves’)
13. Ring the Alarm (with samples of ‘Lost Yo Mind’ , ‘I Been On’, ‘Naughty Girl’ & ‘Independent Women Part I’)
14. Diva (with samples of ‘U Mad’, ‘Cut It’, & ‘Panda’)
15. ***Flawless (Remix)
16. Feeling Myself (Nicki Minaj cover)
17. Yoncé
18. Drunk in Love
19. Rocket
Hip Hop Star / Freakum Dress (Interlude)
20. Daddy Lessons
21. Love on Top (Acapella)
22. 1+1
23. The Beautiful Ones (Prince cover)
Purple Rain (Prince song) (Interlude)
24. Crazy in Love (with samples of ‘Bootylicious’)
25. Naughty Girl
26. Party (with samples of ‘La Di Da Di’)
27. Blow (with samples of ‘Nasty Girl’)
Die with You / Blue (Interlude)
28. Freedom
29. Survivor (Destiny’s Child song)
30. End of Time (with samples of ‘Grown Woman’)
31. Halo 
Schoolin’ Life

The Formation World Tour é show mais bem produzido da carreira de Beyoncé. Dois telões de led, giratório, em formato de caixa e com 30 metros de altura, garantem o conforto aos que assistem o show. A pirotecnia está sensacional também. Beyoncé finalmente adotou uma passarela. 

Show no Soldier Field em Illinois, Chicago. 28.05.2016
Show no Soldier Field em Illinois, Chicago. 28.05.2016

Em formato de L (Lemonade?), Bey se desloca entre o palco principal e o secundário, onde performa algumas músicas. Em Freedom, por exemplo, rola até uma piscina. Fogos, iluminação e efeitos de cair o queixo. Sem contar nos figurinos, um deslumbre à parte.

Performance de Freedom. Show no Soldier Field em Illinois, Chicago. 27.05.2016
Performance de Freedom. Show no Soldier Field em Illinois, Chicago. 27.05.2016

 <<<<< BEYONCÉ >>>>>

Com essa nova era, Beyoncé não só se posiciona contra problemas cotidianos da sociedade, mas também se coloca entre as lendas da música mundial. Se reinventa com o novo álbum, assume a teatralidade que faltava em seus espetáculos. Faz a música que quer, como quer, com o controle pleno do processo criativo. Decide se irá divulgá-lo ou não. Sai em turnê, e isto basta. Esse tipo de trabalho só acontecia com os grandes da música como Madonna e bandas de rock como U2 e Bon Jovi. Beyoncé chegou neste patamar.

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Desde que Michael Jackson morreu, muito se falou quem seria o próximo Rei do Pop. Michael é único, e jamais terá um substituto à altura. Assim como Madonna é única, Bob Marley é único, Whitney Houston é única e os Beatles são únicos. Lendas não podem ser substituídas e são lembradas por grandes feitos. Vender milhões de álbuns físicos hoje em dia não é pra qualquer um. Beyoncé escreve aqui, com o Lemonade, seu nome entre os maiores. Única e incomparável, Bey já é uma lenda da música mundial.

I slay, I slay, I slay.

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