‘7/27’ mostra evolução musical do Fifth Harmony

Spice Girls, Destiny’s Child, TLC, Pussycat Dolls, Girls Aloud são algumas das maiores girlbands que o mundo já viu. Com o fim do Pussycat Dolls em 2010, muito se especulou em relação ao surgimento de alguma girlband que fizesse tanto sucesso quanto Nicole Scherzinger e cia. Bom, e não é que surgiu. Não só uma, como duas. Little Mix e Fifth Harmony, as duas maiores girlbands da atualidade. Oriundas do programa de calouros criado pelo empresário Simon Cowell, o The X-Factor, o quarteto do Little Mix venceu a 8ª temporada (2011) do programa no Reino Unido, enquanto o Fifth Harmony chegou em terceiro lugar na 2ª temporada (2012) da edição norte americana.

Enxergando o talento e potencial ($$$$) do grupo, Simon Cowell, dono da gravadora Syco, e LA Reid, presidente da Epic Records, contrataram Normani Kordei, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Lauregui e Ally Brooke Hernandez, o Fifth Harmony. Com isso, as meninas lançaram um EP, Better Together, com seis músicas em 2013. Ainda com a imagem de meninas angelicais, o EP fez certo sucesso assim como os singles Miss Movin’ OnMe & My Girls.

Fifth Harmony durante apresentação no The X-Factor em 2012.
Fifth Harmony durante apresentação no The X-Factor em 2012.

Em 2014, as meninas lançaram BO$$, primeiro single do até então álbum inédito, Reflection. Com uma letra de empoderamento feminino e citações à Michelle Obama e Oprah Winfrey na música, o quinteto deu uma repaginada no guarda-roupas, tirando a imagem angelical de até então, e apostando na ousadia e sensualidade.

Reflection, primeiro álbum do grupo foi lançado no início do ano passado e colheu bons resultados. Debutou em quinto lugar na parada da Billboard 200 e conquistou disco de platina dupla aqui no Brasil, que equivale a 80 mil cópias vendidas. Se BO$$ Sledgehammer (segundo single) fizeram sucesso mediano, não podemos dizer o mesmo do terceiro single, Worth It. A música, em parceria com o rapper Kid Ink, foi um verdadeiro sucesso na rádios do mundo todo, que acabou encerrando a divulgação do disco.

Olha lá quem vem virando a esquina. Vem Diego com toda a alegria, festejando...
Olha lá quem vem virando a esquina. Vem Diego com toda a alegria, festejando…

Em fevereiro deste ano, o Fifth Harmony lançou Work From Home, primeira música de trabalho do segundo álbum de estúdio, 7/27. Com participação de Ty Dolla $ignWork From Home tornou-se o maior hit do grupo até aqui, alcançando a quarta posição da Hot 100 da Billboard, principal parada musical do mundo. Já com um hit encaminhado, 7/27 chegou às lojas no final do mês passado e agora ganha um review aqui no Cultura.

1. That’s My Girl a faixa que abre o disco é mais uma sequência do discurso feminista que o grupo faz no primeiro álbum. Possui batidas fortes e um refrão pegajoso. A composição ficou a cargo de Alexander Kronlund, Lukas Loules e a cantora Tinashe (muito boa por sinal, vale a pena conhecer o trabalho da moça. Clique aqui).

2. Work From Home feat. Ty Dolla $ign : música de maior sucesso do quinteto até agora, Work From Home é de longe a melhor música do álbum. É daquelas canções que você escuta uma vez e já sai por aí cantando sem parar. Os vocais bem postados das cinco em um tom médio, saem como sussurro e dão sensualidade à música.

3. The Lifese há uma música que cheira sucesso, tirando Work From Home, é The Life. No maior estilo ostentação, as meninas cantam sobre uma vida de farturas, com o auto-tune ligado durante o refrão. A música é bem animada e seria um hit das pistas facilmente.

4. Write On Me é uma das músicas mais gostosas do disco. Só pra variar um pouco, possui um refrão chiclete e uma produção que se assemelha a Firestone do DJ norueguês Kygo, o que faz muito sentido, já que Kygo produz a canção junto com o Stargate (que já trabalhou com Beyoncé, Rihanna, Ne-Yo e outros). A canção ganhou videoclipe.

5. I Lied : a quinta é mais uma música para dançar na night. A letra se resume em “I’ve said I love you, but I lied. ‘Cause love never got me this high. I’ve said I love you, but I lied. ‘Cause everything’s different this time, oh no“, bem artista Disney né, mas ok.

6. All In My Head (Flex) feat. Fetty Wap : segundo single do disco, All In My Head (Flex) segue a linha de Work From Home. Pegada mais R&B nas batidas, e refrão bem Pop. Stargate produz mais uma vez, dessa vez ao lado de Benny Blanco (produtor de artistas como Katy Perry, Britney Spears, Bruno Mars entre outros) e Sir Nolan (trabalhos com Justin Bieber e Selena Gomez, por exemplo). É uma ótima canção.

7. Squeeze não é querendo pegar no pé não, mas essa faixa é outra música produzida por Kygo, e lembra muitooooooo Firestone (não que isso seja ruim, pelo contrário). Música bem linda e agradável melodicamente.

8. Gonna Get Better a letra fala de uma pessoa que ama seu parceiro (a) acima de qualquer bem material, e que não o (a) deixará por nada. É mais uma faixa interessante e bem produzida (olha o Stargate de novo ae).

9. Scared of Happya canção começa com um ritmo latino muito bom, lembrando músicas da Thalía (vulgo Maria do Bairro), mas aí… do nada… o ritmo é quebrado no refrão (puxa vida). Isso não tira a qualidade da música, mas fica com aquele “poderia ser melhor”.

10. Not That Kinda Girl feat. Missy Elliott : essa é a última música da versão padrão do disco. Essa é bem pop, mas possui um dos refrões mais esquecíveis do álbum todo. A melhor parte da música é o rap da grande Missy Elliott. É o que salva a faixa.

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Lauren, Ally, Normani, Camila e Dinah

11. Dope está explicado por que essa faixa não entrou na versão standard do álbum. Música bem esquecível, bem fraquinha mesmo. É daquelas músicas que você sempre pula quando escuta o disco.

12. No Way essa sim merecia estar na versão standard. Música excelente. É uma baladinha que trabalha bem os vocais das meninas. Encerra a versão deluxe com primor.

7/27 é um bom álbum para a sequência na carreira do Fifth Harmony. No entanto, sofre da maldição do ‘segundo disco’ que vem com a tarefa de superar o primeiro. Reflection é um álbum consistente do começo ao fim, mais da metade de suas músicas tinham o potencial de ser single e fazer sucesso nas paradas musicais. O mesmo não acontece com 7/27. O disco possui boas músicas, mas você passa a apreciá-lo somente após várias e várias audições, ou seja, demora pra pegar no tranco. Apesar disso, vemos uma evolução musical do grupo. Canções mais maduras, que flertam com o R&B e o eletrônico. O próximo passo talvez seja canções autorais, isto é, as meninas comporem suas próprias músicas. Potencial elas têm!

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Girlbands e boybands “normalmente” (lê-se sempre) possuem prazo de validade. Seguir carreira solo e fazer sucesso como Beyoncé e Justin Timberlake é o sonho de muitos, mas conquista de poucos. O Fifth Harmony está no caminho para se tornar uma das girlbands mais importantes da história da música, resta saber até quando e aonde as ambições coletivasambições pessoais de Camila, Normani, Ally, Lauren e Dinah levarão o grupo.

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Serviço:

O grupo se apresenta no Brasil nas próximas semanas com a The 7/11 Tour. 28/06 em Porto Alegre, 01/07 no Rio, 03/07 em Brasília e 05/07 em São Paulo. Para os shows em Porto Alegre a Brasília ainda há ingressos, acesse o site da Live Pass aqui para mais informações.

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