She’s Beautiful When She’s Angry – Vai ter Feminismo sim!

Feminismo é um movimento social que luta pela igualdade de gêneros em todas as esferas da vivência humana. Para começar a falar de She’s Beautiful When She’s Angry nada mais justo do que uma definição muito resumida do que é feminismo, para esclarecer que o cerne do movimento é questionar os padrões sociais e comportamentais estabelecidos para os gêneros.

O documentário, She’s Beautiful When She’s Angry, lançado em 2014 e disponível na Netflix, conta sobre o movimento feminista da década de 60. Através de entrevistas com as líderes do movimento e outras mulheres que participaram ativamente dos grupos e das manifestações da época o documentário vai reconstruindo a história que está sendo contada.

ShesBeautifulWhenShesAngry

O documentário tem cerca de 1h30 e aborda assuntos como sexualidade feminina, abuso, contracepção, aborto, maternidade, oportunidades de emprego, salários desiguais e outros temas que continuam atuais. A forma como a narrativa é conduzida mostra tanto os pontos positivos quanto as divergências que ocorriam dentro do movimento.

Um dos grandes fatores para a criação do movimento era a falta de representatividade das mulheres em cargos e áreas que afetavam diretamente as suas vidas, além da posição submissa que os homens esperavam que as mulheres assumissem em qualquer relação com o sexo oposto.

Sexism Skills

Em muitos momentos será mostrado o completo descaso dos homens em relação as reivindicações das mulheres. Logo no começo do documentário uma mulher resolve subir no palanque para falar em uma manifestação de esquerda e fica surpresa com a reação da plateia, que vaia e começa gritar que ela merece ser estuprada, para alguém levá-la ao beco e ~cuidar~dela. Em outro momento, uma mulher que trabalha em Wall Street, o centro financeiro de Nova Iorque, é recebida no final do dia por um grupo de pessoas que a apalpavam, beliscavam e gritavam insinuações, afinal, ali não era o lugar dela. Em todos esses casos serão mostrados o quão bravas e indignadas essas mulheres ficavam e como iam fazendo manifestações, palestras e reuniões em busca de uma sociedade mais igualitária.

Caminhando em paralelo com o movimento feminista, ainda estavam as questões raciais e homossexuais. As mulheres negras não se sentiam plenamente representadas pelos movimentos e precisaram criar seus próprios grupos feministas para discutir questões mais próximas da realidade em que viviam. Assim como as homossexuais, que em determinado momento acusaram os movimentos feministas de as tratarem da mesma forma que os homens tratavam as mulheres, de forma opressora.

Eu sou revolucionária. Eu sou feminista. Não há possibilidade para eu ser liberta a menos que todas as mulheres sejam libertas, e isso significa poder e controle em um nível político e econômico. Não tenho nada, não me satisfaço com migalhas.  – Roxanne Dunbar.

Todas essas discussões são necessárias e mostram que a construção de um movimento que possa incluir todas as necessidades e direitos das mulheres é um trabalho árduo. Em várias ocasiões elas tiveram que voltar atrás e reconsiderar como o movimento estava fazendo as coisas. O documentário é uma ótima oportunidade de aprender mais sobre o feminismo e a sua história.

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