‘Esquadrão Suicida’ é bom e divertido, mas está longe de ser o filme dos sonhos da DC

Um ano após liberar o primeiro trailer na San Diego Comic Con 2015, Esquadrão Suicida finalmente estreou nos cinemas de todo o mundo. O famigerado filme de vilões da Warner/DC Comics chega com a missão de ir bem nas bilheterias e críticas, que Batman vs Superman: A Origem da Justiça não alcançou.

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Com ~aquele~ acontecimento ao final de Batman vs Superman e o surgimento de uma entidade mágica ameaçando a segurança nacional, a poderosa agente Amanda Waller, vivida aqui pela musa/diva Viola Davis, convence o governo dos EUA a ativar uma força tarefa com os piores criminosos, para que eles realizem essa missão ~suicida~ já que, se morrerem, não farão falta alguma. Para que não escapem, um chip explosivo é implantado no pescoço de cada um.

A serenidade no olhar de quem não precisa fazer esforço para ser foda no que faz.
A serenidade no olhar de quem não precisa fazer esforço para ser foda no filme!

Liderado pelo coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), o grupo é formado pelo Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), El Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Katana (Karen Fukuhara), Amarra (Adam Beach) e por fim Magia (Cara Delevingne).

Olhaaaaaa eles!
Olhaaaaaa eles!

Com tantos personagens, um dos problemas do filme seria apresentar e desenvolver toda essa turma. Mas o diretor, David Ayer, apesar de um pouco apressado, consegue fazê-lo e dá espaço para todos, alguns mais do que outros. Will Smith pelo peso de seu nome, obviamente é um dos destaques do filme, ao lado de Margot Robbie. Os dois são muito bem desenvolvidos: o Pistoleiro e a relação com sua filha, e Arlequina com o seu relacionamento doentio com o Coringa (Jared Leto).

Esquadrão da Arlequina e do Pistoleiro!
Esquadrão da Arlequina e do Pistoleiro!

Desde o início da divulgação do longa, a Arlequina de Margot e, principalmente, o Coringa de Leto foram o foco para vender o filme ao público. Com um personagem como o Coringa no filme, muita gente pode ter imaginado que ele teria grande destaque, mas não é o que acontece (felizmente ou não). Jared Leto aparece basicamente nas mesmas cenas mostradas nos trailers, mas ok, afinal não é o filme do Coringa e sua turma. Você deve estar se perguntando: ‘e como foi a atuação do Jared?’. Bom… olha… veja bem… É um Coringa diferente de tudo que já vi. O cara é um gângster, pouco surtado e que não dá medo em ninguém (pelo menos foi isso que senti). O pouco tempo em tela em Esquadrão Suicida não é o ideal para julgar a atuação de Jared Leto, mas o que ele faz é muito pouco para todo o alvoroço que causou nos sets de filmagens.

Muito alarde pra nada!
Muito alarde pra nada!

Já com a missão em curso, a interação entre o grupo é um dos trunfos do longa. Seja com Rick Flag e Magia, Arlequina e Pistoleiro com os demais, o tom aventureiro visto do ponto de vista dos vilões é excelente, principalmente nos momentos em que o Batfleck aparece prendendo alguns criminosos. A empatia do público com os personagens é notável. Se a crítica reclamou de Batman vs Superman ser “depressivo” e pouco divertido, o mesmo não se pode falar de Esquadrão Suicida. O filme que passou por refilmagens após a má recepção de BvS, é notavelmente mais divertido e entretém bem. É um humor mais adulto, diferentemente do humor infantil da Marvel. Só pra variar, Pistoleiro em certa medida e a Arlequina são os grandes alívios cômicos. 

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Outro trunfo do filme é a trilha sonora. PQP, que trilha hein!!! De Imagine Dragons a Eminem, de twenty one pilots a Skrillex, sem contar Bohemian Rhapsody do Queen. A trilha embala e dá o tom em vários momentos do filme. Tá sensacional!

O desenvolvimento da trama se perde às vezes, principalmente no clímax, quando o grupo enfim enfrenta o grande vilão. O tom ‘simplista’ de até então, fica megalomaníaco. Além do vilão cair nos clichês de “dominação do mundo”, “juntem-se a mim”, “vou acabar com os humanos” e blá blá blá. É tudo muito previsível. Fora isso, a conclusão do filme é satisfatória, mas nada extraordinário. Viola Davis é a filha da puta mais maravilhosa, Will Smith volta a fazer um blockbuster decente e Margot Robbie é a dona do filme.

Dona do filme!
Dona do filme!

De fan-service, temos uma rápida aparição de Margot Robbie vestida com a roupa clássica da Arlequina dos desenhos. Além do Batman de Ben Affleck, temos um rápido vislumbre de outro personagem da Liga da Justiça. E HABEMUS CENA PÓS CRÉDITOS! Sim amigos, a Warner/DC se rendeu a cena pós créditos. A cena ocorre logo após os créditos com o nome dos atores, então não precisa esperar subir todo o letreiro. Esta cena é daquelas que o público bate palmas quando termina.

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Esquadrão Suicida ainda não é o filme que Warner/DC precisam para conquistar a empatia do público leigo, que a Marvel fez nos últimos anos em seus treze filmes. No entanto, não significa que Esquadrão Suicida seja um filme ruim, muito pelo contrário, David Ayer entrega um longa obscuro – característico da DC – com o divertido que o público pede. O que nos resta fazer é torcer para que o filme vá bem nas bilheterias, e que Mulher Maravilha Liga da Justiça façam no ano que vem, o ‘barulho’ necessário para que o Universo DC nos Cinemas não fique comprometido.

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