#Conheça: Far From Alaska – um stoner bem longe de casa

O #Conheça de hoje vem com um título de te dar um nó na cabeça, mas calma, vem comigo que até o final deste post você vai entender direitinho o que é o tal stoner rock e, é claro, conhecer uma das bandas que tocam semana que vem no Maximus Festival, Far From Alaska.  

Semana que vem, em pleno feriado de 7 de setembro, rola o Maximus Festival . Será um festival daqueles que colocam nomes como Rammstein e Marilyn Manson ao lado de bandas nacionais como Far From Alaska, que toca às 14h no Palco Thunder Dome e é o foco do #Conheça de hoje. Se você se interessou, ainda dá tempo de ir nessa porradaria comprando seu ingresso aqui.

Mesmo se você não vai conseguir participar do evento, meu intuito hoje é apresentar o Far From Alaska, uma das bandas da nova safra do rock brasileiro que vem chamando atenção.

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Far From Alaska  é uma banda de stoner rock de Natal, Rio Grande do Norte, formada em 2012 por Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth/lap steel/voz), Edu Figueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria).

Geralmente abreviada como FFA, a banda lançou logo em setembro de 2012 seu primeiro single, “Thievery”, o qual levou o Far From Alaska a tocar no Festival Dosol (RN) e no concurso Som Para Todos, que rendeu contrato de distribuição com a gravadora DeckDisc e participação no Planeta Terra Festival (SP).

Já nessa primeira faixa, dá para destacar as características do stoner rock, que são os riffs de guitarra bem pesados, vocais melódicos e andamento em tempo médio, que soa quase que arrastado. O stoner rock mescla elementos do hard rock, heavy metal, rock-psicodélico, blues-rock, acid-rock e doom metal, tendo Queens of the Stone Age como uma das referências atuais do gênero. Aqui no Brasil, os representantes dessa vertente são as bandas Scalene e Far From Alaska.

O ano de 2012 ainda rendeu ao Far From Alaska a gravação de seu primeiro EP. Com quatro músicas, incluindo “Thievery”, Stereochrome foi gravado no Estúdio Dosol (RN) e mixado no Estúdio Costella (SP) por ninguém menos do que Chuck Hipolitho (Vespas Mandarinas).

Em maio de 2014 foi a vez de lançar o primeiro álbum do FFA. modeHuman traz 15 faixas gravadas no Rio de Janeiro no Estúdio Tambor (DeckDisc), mixadas por Pedro Garcia (Planet Hemp) e masterizadas em Seattle (EUA) no Hanzsek Audio por Chris Hanzsek.

Do disco modeHuman, foi lançado o clipe do single “Dino Vs. Dino”. O Clipe teve as Dunas do Rosado (RN) como locação. (E olha só, ele passava na época boa da MTV e foi assim que conheci o Far From Alaska, tradução de “Longe do Alaska”, baita trocadilho com o deserto das Dunas).

Far From Alaska ainda abriu em 2015 os shows do 2º dia do festival Lollapalooza em São Paulo. Mesmo ano em que a banda se mudou definitivamente para a capital paulista, e lançaram o single “Relentless Game” em parceria com os brasilienses do Scalene.

Por falar em parceria, esse é um dos dotes das novas bandas do rock nacional. Junto com a banda Supercombo, em 2015 o Far From Alaska lançou “Surrendo”, cantada em dois idiomas, já que toda produção do FFA é em inglês.

Então, chegamos à 2016 com passagem pelo SXSW (Texas/EUA), lançamento de “Chills”, participação no Festival João Rock (SP), produção de um novo CD e uma das maiores surpresas para o Far From Alaska: uma premiação internacional.

Em junho desse ano, a banda levou o prêmio “We Are The Future”  como Artista Revelação no Midem, uma das maiores feiras da indústria musical que rola em Cannes (França). A votação aconteceu online e trazia mais 12 bandas finalistas com apenas FFA como representante brasileiro.

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Foto Facebook Far From Alaska, publicada dia 04/06/2016. Legenda: “GANHAMOS UM PRÊMIO NA FRANÇA!!!!!! Acabamos de ganhar um Internacional Midem Award aqui em Cannes com a presença da ministra da cultura da França, Daniel Glass, Seymor Stein, Hartwig Masuch e muita gente foda da música mundial!”

Depois de toda essa introdução ao Far From Alaska, fica a dica. #Conheça a cena nacional, vá aos shows, escute os discos e não deixe de apoiar o rock produzido aqui no Brasil. Afinal, som bom e de qualidade pode não estar tão longe assim de casa.

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