‘Star Trek: Sem Fronteiras’ prega a união e a esperança de que dias melhores virão

No dia 8 de setembro de 1966 ia ao ar pela NBC, o primeiro episódio de uma das séries mais aclamadas de todos os tempos, Star Trek. E no ano do quinquagésimo aniversário da franquia, nada melhor do que comemorarmos esta data importante com mais um filme, o décimo terceiro Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek: Beyond em inglês).

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Star Trek: Sem Fronteiras é o terceiro longa do reboot iniciado em 2009 pelo visionário J.J. Abrams. Agora com a produção de J.J. e sob o comandado de Justin Lin (Velozes e Furiosos 6), o filme traz a tripulação da USS Enterprise em seu terceiro ano da missão de exploração do espaço. Após receber um pedido de socorro, o comandante James T. Kirk (Chris Pine) e sua equipe acabam se encontrando com o maléfico Krall (Idris Elba), um hater da Federação. A Enterprise é atacada e toda a tripulação termina em um planeta desconhecido.

O filme é simplesmente espetacular. O roteiro de Doug Jung e Simon Pegg, que também interpreta o engenheiro Montgomery Scott, é muito bem costurado. A história tem começo, meio e fim, algo raro nos blockbusters de hoje em dia. É interessante ver como a trama evolui no decorrer das duas horas de duração do longa. A sucessão de grandes acontecimentos não deixa o espectador se distrair por um minuto sequer.

Há obviamente muitas cenas de ação e destruição, algumas dignas do selo Michael Bay de qualidade, mas todas são muito bem executadas, assim como os ótimos efeitos especiais. Toda essa ação, por vezes desenfreada, é mesclada aos alívios cômicos protagonizados ora por Simon Pegg, ora por Karl Urban (Leonard McCoy).

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Fora isso, Star Trek: Sem Fronteiras possui um elenco que funciona muito bem junto. É incrível como todos os personagens, desde os protagonistas Chris Pine, Zachary Quinto (Spock) e Zoe Saldana (Nyota Uhura), aos personagens de apoio como os de Sofia Boutella (Jaylah), John Cho (Hikaru Sulu) e Anton Yelchin (Pavel Checkov) – que morreu em junho deste ano, mostram-se entrosados e com uma sinergia sem igual.

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Isso sem contar o grande vilão Krall, vivido por uma atuação, como de costume, ótima de Idris Elba, que surge irreconhecível através de um trabalho genuíno da equipe de maquiagem. Confesso que não tinha prestado atenção à ficha técnica do filme antes de assistí-lo e não vi muito material além do primeiro trailer. Então foi uma boa surpresa saber no meio do filme que o vilão era interpretado pelo Idris Elba.

Pega essa maquiagem do Idris Elba.
Pega essa maquiagem do Idris Elba.

Mas não foram apenas esses detalhes técnicos que me fizeram sair do cinema feliz com o que tinha acabado de ver. O que mais me chamou a atenção foram as mensagens que o filme passa. A primeira é a mensagem de união de uma equipe, que jamais terá sucesso no que se propor a fazer, se não agir pelo coletivo, pensar no bem estar do outro e se ajudar mutuamente. A busca por acordos de paz entre as diversas raças do universo (algo já visto nos filmes anteriores) e apoio total à elas, assim como levantar a bandeira LGBT ao mostrar a família do personagem de John Cho: marido e filho. O respeito à diversidade é uma outra mensagem.

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Por fim, uma outra é a de encontrar a si mesmo. Muitas vezes estamos desanimados com a vida, com o que fazemos e sem um propósito pelo qual vale a pena lutar. E são nas relações sociais e amizades, assim como nas interações diárias com o outro, que muitas vezes encontramos a nós mesmos e reacendemos a esperança de que dias melhores virão. O filme passa claramente essa mensagem de que não podemos perder a esperança e a fé nas pessoas e, em nós mesmos.

Comparado aos dois primeiros filmes, Star Trek (2009) e Além da Escuridão – Star Trek (2013), Star Trek: Sem Fronteiras é o longa mais “completo”, por focar na exploração espacial; não ter muitos rodeios em relação ao vilão, que é estabelecido desde o começo, diferentemente do que acontece com o Doutor Estranho, Benedict Cumberbatch, em Além da Escuridão; além de utilizar melhor todos os personagens.

Star Trek: Sem Fronteiras é um puta filme otimista, bem dirigido, roteirizado e um dos melhores que assisti em 2016, além de servir como uma bela homenagem à franquia de aventura espacial pelos seus 50 anos de história. Parabéns aos envolvidos!

PS. vale fazer uma menção honrosa à música tema do filme, Sledgehammer, cantada pela nossa rainha barbadiana Rihanna (assista ao videoclipe aqui).

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