O Grammy é do Scalene

E o Cultura e Ponto Final passa um pente fino no disco “Éter” que trouxe à banda o troféu de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa

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Foto:Facebook Scalene. No aeroporto antes de ir pra Las Vegas. Da esquerda pra direita: Diego Marx (produtor), Philipe Conde (bateria/vocal), Samyr Aissami (guitarra/teclado e efeitos de apoio), Gustavo Bertoni (vocal/guitarra), Saulo Von Seehausen (banda Hover), Lucas Furtado (baixo) e Tomás Bertoni (guitarra/backing vocals)

É com grande honra e imenso orgulho que trago o post de hoje. Sabe o que é ser brasileiro e ganhar uma premiação fora do país? Pois Gustavo Bertoni, Tomás Bertoni, Lucas Furtado e Philipe Conde agora sabem muito bem. Na semana passada, a banda Scalene chegou em Las Vegas, onde rola a entrega do Grammy Latino, para saber o desfecho de sua singela indicação ao prêmio e… voltou para casa com a estatueta em mãos.

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Foto: Facebook Scalene

A disputa pelo prêmio de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa estava entre os discos: “Éter” (Scalene), “Derivacivilização” (Ian Ramil), “Distante em Algum Lugar” (Versalle), “Manual” (Boogarins) e “Canções do Exílio” (Jay Vaquer). A categoria finalizou com Scalene e Ian Ramil como vencedores.

O prêmio foi dividido? Sim, mas só de ver os meninos que você conheceu na MTV, lá em 2012, com os clipes de “Ilusionista” e “Sonhador”, conquistarem um reconhecimento deste porte dá aquela emoção.

Se liga na banda recebendo o prêmio. (Esse Gustavo fala bonito demais!)

Então, minha missão hoje é mostrar para você porque o “Éter” é o Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa!

Éter – a consolidação do Scalene

Depois do EP “Cromático” (2012), lançamento do CD “Real/ Surreal” (2013), os brasilienses do Scalene partiram para 2015 com seu segundo disco de estúdio, “Éter”.

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Capa do disco “Éter”(2015). Foto: Som Livre

Com uma sonoridade já bem delimitada e característica da banda, o disco conta com doze faixas autorais, compostas por Gustavo Bertoni e Tomás Bertoni (sim, eles são irmãos), além da participação de Mauro Henrique (Oficina G3) em “Terra”.

A percepção da maturidade das composições de “Éter” é clara e visível, o que só a vivência de palco, as inúmeras horas de gravação em estúdio e os anos e mais anos de estudo teórico em música traz à uma banda. E olha que nesses quesitos, o Scalene cumpre bem o dever de casa.

Cada canção foi entalhada nos mínimos detalhes, com olhar atento às linhas de baixo e bateria, que conduzem o peso do disco e, por vezes, até sustentam sua base, como é o caso de “Tiro Cego”. Os riffs e levadas de guitarra também fazem sua vez, completando os requisitos de um bom stoner rock em “Alter Ego”. As letras caem como uma luva nas melodias que, mesmo quando mais rebuscadas, soam naturalmente no sotaque do planalto central. Parece até que não há palavra melhor para determinada estrofe (“Cada um carrega um mundo singular, repleto de nuances” – “Náufrago”).

Por falar em letra, a da faixa de abertura, “Sublimação” (“O tapa que eu levei, nada mais era que um aviso eu sei”), ainda faz referência à música “Permaneça Flexível” (“O tapa que eu levei, nada melhor pra acordar”) da extinta banda R.Sigma, da qual o Scalene é fã (oh bom gosto, viu!).

Confira o clipe de “Sublimação” lançado pelo projeto “Around the World in 80 Music Videos“.

Com todo esse cuidado, é óbvio que a temática de “Éter” é tão bem amarrada que tudo, desde as músicas até a arte do encarte feita por Frederico Félix, remete ao quinto elemento que equilibra, preenche o vazio e propaga a luz. E o som, propaga também? Propaga sim, ao ponto de você chegar em “Legado” com o disco inteiro ecoando em seus ouvidos e te fazendo apertar o play para voltar em “Sublimação”.

Se acha que só eu falando tudo isso já te convenci, que tal ver o Scalene explicando o processo de composição de cada música no projeto Faixa a Faixa divulgado no YouTube da banda?! Colocando abaixo as faixas que abrem e fecham o disco, mas vale a pena ver todos vídeos da série.

Após participação do Scalene no reality Superstar, a banda assinou contrato com a Slap (selo da Som Livre), relançou o “Éter”, ainda em 2015, e divulgou o clipe de “Histeria“.

Seguindo com a divulgação do disco em 2016, foi lançado o primeiro documentário do Scalene. “Em Busca do Éter” teve produção de Guilherme Guedes e exibição pelo Canal Bis.

É isso, queridos leitores, espero de verdade que vocês conheçam, prestem atenção e acompanhem o Scalene pelo Site Oficial, Facebook e Instagram. Esses caras vão ser os grandes representantes do rock nacional daqui pra frente.

 

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