#Conheça o rock eletrônico da Inky

Ok, confesso, deveria ter escrito o #Conheça de hoje há muito tempo, praticamente um ano atrás. Mas, no fim das contas, foi melhor ter esperado pra poder fazer um post bem completo sobre essa banda que abre os horizontes de quem se atreve a ceder seus ouvidos para o desconhecido.

Estou falando da banda Inky. Conheci o som dela há mais ou menos um ano com algum vídeo de entrevista com o Supercombo, em que eles citavam bandas que tinham meninas como integrantes. No meio dessa lista, estava a Inky.

Depois disso, fui escutar o primeiro disco da banda, o Primal Swag (2014). E cara, que álbum louco, juro que deu uma bela de uma chacoalhada com meu cérebro, é daquele tipo de sonoridade que foge do senso comum e causa, até, certo estranhamento.

Fiquei mais um tempinho sem escutar Inky, só fui dar play de novo no CD no começo desse ano depois de ir em um show do Scalene e ver a Luiza Pereira (Inky) subir no palco em “Legado” (última música do set em que sempre rola algumas invasões de palco), e ter a confirmação do relacionamento dela com o vocalista Gustavo Bertoni (olha a rádio fofoca aí).

Então, em agosto, a Inky lançou seu segundo álbum de estúdio, Animania (2016), e bem, como vou te explicar, me apaixonei pelo disco. Talvez porque ele tenha mais cara de canção do que o Primal Swag, talvez porque minha percepção sonora tenha amadurecido, ou simplesmente porque a barreira que eu precisa quebrar com relação ao Inky já havia sido ultrapassada com o primeiro disco. Fato é que você, caro leitor do Cultura e Ponto Final, deve conhecer a banda.

Então, vamos para mais um #Conheça!

Ah, espera aí! Antes, mais um adendo. Nesse meio tempo, eu e o Thiago Correia (meu parceiro de blog e TCC) tivemos a oportunidade de entrevistar a Luiza e trocar uma ideia com os meninos da banda na casa onde eles ensaiam para os shows. E o que falar desse dia? Foi incrível/surreal. Sabe o que é você admirar o trabalho de uma banda e quando você a conhece, cara a cara, vê que seus integrantes são super gente fina? Pois eu sei colega, e muito mais do que bem ; D

(Voltando pro meu lado jornalista)

 

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Foto: Loja Oficial Inky

Formada em 2010 na cidade de São Paulo, a banda Inky conta com a vocalista, que também compõe e toca synth, Luiza Pereira, com o baixista Guilherme Silva (montou a banda junto com Luiza), com o guitarrista Stephan Feitsma (dono do estúdio de ensaio), e com o baterista Luccas Villela (último a integrar a banda).

Após abrir o show do LCD Soundsystem no Brasil em 2011, a Inky partiu para a Holanda gravar o single “No One’s Town” com ninguém menos que o produtor Steve Lillywhite (U2, Rolling Stones), além da participação da Metropole Orchestra de Amsterdã. Tudo isso, culpa do concurso cultural da marca Philips que rolou em 2012.

Confira o documentário produzido pela marca em quatro partes (aquiaqui, aqui e aqui ). E, abaixo, o resultado final da parceria registrado pela banda.

Em 2013 veio o primeiro compilado da Inky, Parallels. Com três faixas autorais, o EP traz o gostinho da identidade marcante da banda, que passeia pelo rock e pela música eletrônica, com um pé no post-punk.

Dessas três faixas, “Baião” ganhou videoclipe com ares de curta-metragem e do underground das competições de bikes fixas.

O primeiro disco da Inky foi lançado em 2014. Primal Swag tem produção de Rodrigo Coelho, mixagem de Russel Elevado e masterização de Dave Collins. O álbum acumula 10 músicas gravadas ao vivo no Red Bull Studios (SP). E delas, destaco a faixa de abertura “Echoes In The Grove” (minha preferida, é claro!). Segue abaixo o CD completo.

Nos últimos anos, a banda fez tour pela Europa e Estados Unidos, além de ter participado dos festivais Primavera Fauna 2015, no Chile, e Primavera Sound 2016, em Barcelona.

Em agosto deste ano, Inky lançou seu mais novo álbum, Animania (2016). Produzido por Guilherme Kastrup, responsável pelo aclamado A Mulher do Fim do Mundo (Elza Soares), o disco também foi gravado ao vivo no Red Bull Studios (SP) por um simples motivo: a dinâmica da Inky de compor suas músicas nasce de jams sessions, em que a banda se junta e toca na base de improvisações, sem fechar uma música redondinha.

No caso da Inky, cada “música” nasce de um instrumento, e em cima de um riff de guitarra, de uma levada de bateria ou de uma melodia, a banda inteira trabalha junto fazendo improvisações com aquela base que chegou crua no estúdio.

Em Animania (2016) fica até difícil destacar apenas uma música (sério), o conjunto de composições é tão bem amarrado que não dá pra não escutar o disco inteiro de uma vez só. Os mais de 30 minutos passam voando e, ao final do CD, o replay funciona quase que automático sem você perceber (vai por mim, não é magia, é a qualidade do som que te envolve!).

É isso aí, querido leitor, acompanhe Inky pelo Facebook,  SoundCloud , YouTube  e Instagram.

Gostou do #Conheça de hoje? Curta, compartilhe e deixe seu comentário!

 

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