#Conheça: Medulla – é o movimento!

“E aí movimento!”. Não tinha como não começar o #Conheça de hoje com essa frase, já que ela praticamente virou o bordão do Medulla e reflete (lindamente) essa fase do novo rock nacional.

Vocês já viram por aqui, no Cultura e Ponto Final, alguns posts citando o Medulla, com notícias de shows, participação no disco do Supercombo (veja aqui), mas… eu nunca cheguei a falar da banda em si (até hoje).

Então, vamos lá. (Mini historinha de como eu conheci o som dos caras). Foi lá pelo ano de 2012, sim, ano que conheci quase todas as bandas que eu acompanho hoje e, coincidentemente, ano em que comecei a ir em shows. A primeira vez que escutei os timbres do Medulla foi com o clipe de O Novo, na falecida boa época da MTV. Depois disso, fui em alguns shows do Rancore (que anunciou a tour #voltaRancore para o ano que vem! Veja aqui). Naquele tempo, o Medulla costumava abrir pro Rancore e, não, eu nunca consegui ir em um com essa dobradinha (me arrependo disso até hoje). Ainda assim, o Medulla passou a ser uma daquelas bandas que toca no rádio daqui de casa (bem alto pros vizinhos me amarem pelo resto da vida).

Só em maio do ano passado que consegui ir num show do Medulla e, olha, saí do Teatro Mars louca pra ir no próximo. Ok, teve o próximo (pra mim, claro), foi esse ano na Festa Avalanche com os caras lançando o disco novo, Deus e o Átomo, junto com Scalene, Supercombo, Far From Alaska e Ego Kill Talent (olha o movimento aí).

Sabe o som de todas essas bandas que acabei de citar e que já apareceram aqui no Cultura, então, o som do Medulla é totalmente diferente, não dá pra comparar com alguma outra banda, Medulla é simplesmente Medulla. (sério).

Chega aí pra mais um #Conheça!

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Foto: Facebook Medulla Oficial

Começando em 2005 no Rio de Janeiro com os gêmeos Keops e Raony (com lá seus 14 anos) à frente da banda, Medulla assinou logo de cara com a gravadora Sony Music e lançou seu primeiro disco O Fim da Trégua (2005), com faixas como “Salto Mortal”, “Joaquim” e a versão de O Velho”, de Chico Buarque.

Depois de algum tempo na Sony, o Medulla optou por deixar a gravadora e partiu para a cena independente com o projeto de liberar uma série de 4 compactos em diferentes formatos.

O primeiro foi Akira (2008), com “Gosto de Guarda Chuva” e “Prematuro Parto Forceps” em formato digital. Seguido de Talking Machine (2009), lançado em fita K7 com as faixas “Gasolina, Gás e Prego” e “O Novo”, com participação de Anjella Grace e videoclipe dirigido por Tiago Lins.

Na sequência veio Capital Erótico (2010), no inusitado formato playbutton (button + mp3 player com saída de fone e conteúdo inalterável), que trouxe a banda o título de precursora dessa mídia no Brasil e ganhou clipe da músicaEterno Retorno.

Encerrando com O Homem Bom (2013), disponibilizado através de QR Code (código de barras bidimensional com acesso à um aplicativo de celular com as músicas, vídeos e mostra de street art promovida para o compacto) com “Perigo”, “Paralelo ao Chão” e “Bom Te Ver”.

Essa série de EPs rendeu contrato com a Hearts Bleed Blue (HBB), e em 2015 a banda reuniu 11 faixas mais a inédita “O Pé no Chão e a Mão no Sonho” no compilado MVMT.

Por falar em HBB, o selo também é o responsável pela distribuição física do novo disco do Medulla lançado em setembro desse ano, Deus e o Átomo (2016) (escute completo aqui).

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Foto: Facebook Medulla Oficial

O que falar de Deus e o Átomo? Oh disco lindo, visceral, eletrônico mas ao mesmo tempo orgânico, daquele que fica ecoando dentro de você por horas e te faz sair que nem louco pulando pela casa e cantarolando as músicas (calma, eu só faço isso em casa. Aí te digo: “não é nada fácil ser normal e me controlar quando estou ouvindo Deus e o Átomo em público”).

O disco totaliza 13 faixas gravadas no Gritaria Mix & Master (vulgo Lua Nova), e no Family Mob Studios em São Paulo. Produzido por Pedro Ramos (Toledo), mixado e masterizado por Leo Ramos e Fernando Martinez, Deus e o Átomo conta com a participação dos teclados de Paulo Vaz (dale movimento Supercombístico), dos rappers Síntese e Edgar nos dois interlúdios, além de Helena D’troia na faixa Separação”, Marcelo D2 em Faça Você Mesmo”, Martim Mendonça em Abraço, e Teco Martins na saideira Prosseguir com gostinho de quero mais.

Se liga na faixa “Estamos Ao Vivo“, que anda fechando o setlist da turnê Deus e o Átomo. (Pensa no coral que ela vira no show).

As composições de Deus e o Átomo são creditadas aos vocalistas Keops e Raony, e algumas, como “O Segredo” (uma das melhores letras do disco), ganharam o apoio do ex-guitarrista da banda, Dudu Valle. Este disco já foi gravado com a atual formação do Medulla com Alex Vinícius (guitarra) e Tuti AC (baixo), além de Pedro Ramos (Toledo) na bateria (que sempre dá um jeito de tocar com os caras nos shows).

O som do Medulla é esse rock, rap, hip hop, trap, trip hop, hardcore… que te faz cantar e traz forças pra encarrar um dia cinza na cidade de São Paulo. É o tipo de som que te marca para sempre, que amadurece e abre seus ouvidos para o novo, fazendo o tempo parar no instante em que a música se torna ponte pro outro lado. (olha eu parafraseando Medulla).

É isso que é a nova cena do rock brasileiro que venho defendendo aqui no #Conheça, com bandas totalmente plurais, com uma sonoridade diferente umas das outras, mas que estão sempre no corre juntas fazendo o movimento acontecer. #Conheça, curta e compartilhe o rock nacional.

 

 

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