A Força Vive – Rogue One: Uma história Star Wars

Após dar continuidade na saga clássica de Star Wars com Despertar da Força, a franquia voltou aos cinemas este ano, dessa vez com um filme de história única, que se passa entre os episódios III e IV.

Rogue One inicia seis anos após a ascensão do Império. O diretor Krennic (Ben Mendelsohn) busca Galen Erso (Mads Mikkelsen) para dar continuidade na construção de uma arma e precisa desesperadamente de Erso e suas habilidades para concluir o projeto. Jyn Erso (Felicity Jones), então uma garotinha, presencia a morte da sua mãe e a rendição do seu pai. Ela consegue chegar até um esconderijo e acaba sendo socorrida por um amigo dos seus pais. Saw Guerrera (Forest Whitaker) é um rebelde extremista e vai tomar para si a missão de criar a garota. Após uma passagem de tempo Jyn está presa por crimes contra o Império e é libertada pelos rebeldes sob a condição dela achar Guerrera, com quem ela já não tem contato, e um piloto dissidente do Império que possui informações valiosas sobre Galen Erso e a nova arma do Império.

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Star Wars sempre foi muito mais que uma história de ficção científica, a narrativa sempre abordou questões sociológicas e políticas muito relevantes e nesse filme não é diferente.  Só que dessa vez estão pessoas normais no centro dos acontecimentos, pela primeira vez no universo cinematográfico  não temos um Skywalker para depositar as esperanças, elas recaem no conjunto das pessoas que formam a aliança rebelde e como os personagens repetem mais de uma vez no filme, a própria rebelião é feita de esperança.

É nesse contexto que encontramos uma aliança claramente menos potente que o seu inimigo e que portanto está disposta a ultrapassar as linhas morais para alcançar os seus objetivos. Em determinados diálogos fica claro que os personagens não estão confortáveis com o que já fizeram em nome da causa, ainda que saibam que eram ações necessárias. E se temos essas incursões pontuais que são meios duvidosas, alguns limites ficam claros quando a ameaça pode destruir mais do que a aliança.

E pelo lado do Império percebemos que não basta apenas ter força, o poder tem que ser demonstrado destruindo não só a tropa inimiga, mas seus símbolos e suas crenças, todas as suas esperanças.

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Apesar da força da história residir nos personagens em alguns quesitos seus arcos narrativos deixam a desejar, muitas coisas são faladas sobre o passado e que tipo de pessoas eles se tornaram, mas não são mostradas e por isso o impacto é menor. Um exemplo de personagem mal aproveitado é o Saw Guerrera, ele claramente está no filme para movimentar o roteiro para o ponto que realmente interessa. Apesar dos outros falarem muito dele e colocar em perspectiva suas ações e motivações, ao encontramos o personagem ele não faz jus ao que havia sido dito e mesmo a ligação que ele tenta ter com Jyn é tênue e não tem o impacto esperado do desfecho do encontro.

O alivio cômico fica por conta do K-2SO (Alan Tudyk), um androide imperial que foi reprogramado e acaba não tendo filtro sobre o que fala, suas interações com a Jyn e com o Capitão Cassian Andor (Diego Luna) são a cereja do bolo. Definitivamente ele consegue um lugar de destaque entre outros androides da franquia.

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A Jyn como protagonista é interessante, não é ótima como a Rey em Despertar da Força, mas consegue ter nuances e possui bons conflitos sobre ser ou não uma rebelde, além de desempenhar um papel importante para a aliança que reflete diretamente nos outros filmes.

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E se por um lado alguns personagens estão mal aproveitados a dupla formada por Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang) é um tremendo acerto. O contraponto entre os dois é relevante, a fé de um e o cetismo do outro. É o que demonstra que mesmo sem os Jedis a Força continua viva. É uma questão de fé e de perseverança na crença.

The force is with me and I am one with the force

Depois de tudo isso vem o final, um final já esperado, principalmente por estar inserido no meio de um história que já conhecemos, mas que ainda assim impacta e nos mostra que além de esperanças a rebelião também é feita de sacrifícios e assim como a Hidra, ao ter uma cabeça cortada, duas precisam nascer no lugar.

Mais uma vez somos colocados diante de uma grande aventura: traições, deserções, urgência, destino e escolhas são colocados na tela. Esse é um filme divertido que possui seus erros e acertos, uma boa dose de fan service e que nos conta mais um capítulo desse imenso universo que é Star Wars.

Em tempo: A cena com Darth Vader está muito boa!

Se você gostou do post não esqueça de curtir, comentar e compartilhar:)

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