Top 10 – Os Melhores Álbuns de 2016

Depois de listar as Melhores Músicas de 2016 (veja aqui), chegou a hora de falar dos 10 Melhores Álbuns do Ano. Que ano maravilhoso para a música hein?! Tivemos o retorno de diversos artistas importantes de todos os gêneros musicais. De Beyoncé a Metallica, de Green Day a Britney Spears, os famigerados novos lançamentos de Lady Gaga, Rihanna, Kings of Leon e Kanye West.

10 – Sia: This Is Acting

Uma das maiores e melhores compositoras da indústria fonográfica atual não poderia estar em um momento melhor na carreira como agora. A australiana Sia, dona de inúmeras composições como Diamonds da Rihanna e Pretty Hurts da Beyoncé, lançou o seu sétimo álbum de estúdio este ano e o resultado foi fantástico. This Is Acting chegou dois anos após o glorioso 1000 Forms of Fear, rendeu à Sia duas indicações ao Grammy 2017: Melhor Álbum Vocal Pop e Melhor Performance de Duo ou Grupo por Cheap Thrills e ainda colocou a cantora pela primeira vez no topo da Hot 100 da Billboard. Da mesma forma que dançamos ao som de Cheap Thrills, Move Your Body Sweet Design, somos tocados com as emocionantes Alive, Bird Set Free e Unstoppable. This Is Acting é sem dúvida um dos melhores discos pop do ano.

9 – The Weeknd: Starboy

Se Sia procurou o equilíbrio entre nos fazer dançar e nos tocar, The Weeknd só quis saber de festa com o seu Starboy. Abel chamou um time de peso para o seu terceiro disco e ficou ainda mais pop. A mistura de R&B, disco e EDM de The Weeknd em Starboy casam perfeitamente com toda a temática “bad boy” que o disco traz, que ainda contou com o curta metragem M A N I A. Durante a execução das 18 faixas, você simplesmente não consegue eleger apenas uma música como a sua favorita. Starboy é um emaranhado de hits que mostram todo o talento e versatilidade de Abel (leia a crítica do disco aqui).

8 – Kings of Leon: WALLS

Dentre os grandes retornos musicais que 2016 nos proporcionou, um deles foi o do Kings of Leon. Três anos após Mechanical Bull, os talentosos da família Followill resolveram por a cara no sol e voltaram com tudo com excelente WALLS (que significa We Are Like Love Songs). Com apenas 10 faixas, o álbum dos rockeiros de Nashville é um paraíso de indie rock e folk. Músicas como Waste A Moment, Find Me, Around The World e Eyes On You mostram que os caras vão tocar muito nas baladas alternativas por aí. A faixa título que encerra o disco é apenas a cereja desse bolo delicioso, que o Kings of Leon nos presenteou este ano.

7 – Tove Lo: Lady Wood

Em um ano de muitos álbuns visuais e conceituais, os fãs do pop “farofa” ficaram de certa forma órfãos. O respiro para esses fãs veio da sueca Tove Lo, que conseguiu unir o “pop farofa” ao conceitual/visual de seu Lady Wood. Tove conseguiu superar o seu disco de estreia, Queen of the Clouds, fazendo uma verdadeira odisseia de sexo e música eletrônica. É um álbum repleto de hits dançantes de muita qualidade. O curta Fairy Dust reflete a temática lésbica do disco e é um deslumbre visual sem precedentes. Lady Wood é de longe um dos melhores álbuns pop lançados nos últimos anos e mostram que Tove Lo veio para ficar no cenário do pop (leia a crítica do disco aqui).

6 – Ariana Grande: Dangerous Woman

Considerada por muitos como a “nova” Mariah Carey, Ariana Grande veio toda perigosa em seu terceiro disco. A cantora de 23 anos mostrou em Dangerous Woman por que sempre é comparada à Mariah Carey. Com uma voz digna das grandes divas do R&B, Ariana mostra todo o seu talento e amadurecimento neste disco. Da faixa título, que concorre ao Grammy 2017 de Melhor Performance Pop, à canções como Moonlight e Side to SideAriana mostra equilíbrio em ser “fofinha” e ao mesmo tempo poderosa. Dangerous Woman é um excelente álbum de R&B com elementos do pop bem pontuais, colocados na medida certa.

5 – Lady Gaga: Joanne

Após a fraca recepção de Artpop (2013), Lady Gaga tirou um tempo pra se dedicar a outros projetos como o álbum de jazz com Tony Bennett e sua carreira de atriz da série American Horror Story: Hotel. A cantora resolveu que era hora de voltar com a sua música e debutou seu quinto álbum, Joanne, este ano. As vivências de Gaga durante esses anos com outros projetos pesaram para a sonoridade e conceito de Joanne. O disco é evidentemente mais intimista e menos radiofônico que os antecessores. É um álbum que busca inspirações no rock, no country e indie. As canções são bem pessoais e refletem uma Lady Gaga mais Lady do que Gaga, sem excessos, focando somente na sua música e na sua voz. É um dos melhores álbuns do ano pelo fato de mostrar uma Lady Gaga nunca vista, uma Lady Gaga vulnerável e que aposta pela primeira vez em baladas românticas como Million Reasons (confira a crítica do álbum aqui).

4 – Kanye West: The Life of Pablo

No ano dos grandes retornos, o polêmico Kanye West não ficou de fora. O rapper que adora um barraco voltou causando com o seu The Life of Pablo. Já com o single Famous, Kanye deixou claro que a música foi feita para Taylor Swift, reascendendo a treta do VMA de 2009, quando Kanye interrompeu o discurso de agradecimento de Taylor falando que Beyoncé deveria ter ganhado o prêmio. Segundo o refrão de Famous, Kanye fez aquela “bitch” famosa. Tirando toda essa polêmica, Kanye fez um de seus melhores discos. The Life of Pablo parece um grande culto do hip-hop. As rimas, as letras, o coral de fundo em várias canções, as inúmeras participações especiais como Rihanna, as batidas, enfim. The Life of Pablo é uma verdadeira “bíblia” do hip-hop, muito embora eu ainda considere o My Beautiful Dark Twisted Fantasy (2010) melhor.

3 – Rihanna: ANTi

Todo o ano tínhamos certeza de três coisas: Carnaval, Natal e álbum novo da Rihanna. A cantora lançou um álbum por ano desde 2005, mas essa tradição foi interrompida em 2012 após o Unapologetic. Passou 2013, 2014, 2015 e nada de álbum novo da barbadiana. E eis que em janeiro deste ano, a cantora resolveu colocar seu oitavo álbum pro jogo. ANTi chegou com um conceito bem diferente dos demais trabalhos de Riri. Segundo ela, o significado de ANTi é “uma pessoa contrária a uma política, atividade ou ideia em particular”. E foi isso que ela trouxe. Uma Rihanna mais pés no chão, menos baladeira, mais intimista e segura de si, que liga o “foda-se” e só segue os seus desejos. O álbum é um verdadeiro divisor de águas na carreira de Rihanna, pois é um disco feito da Rihanna pra Rihanna. A cantora priorizou sua visão como artista, pouco se importando se o disco seria comercial ou não. Mas Rihanna é o próprio hit, o que significa que tudo o que ela cantar será sucesso. Work, Work, Work, Work, Work! (confira a crítica do álbum aqui).

2 – Drake: Views

Bom, este aqui dispensa comentários. Que ano hein Drake!!! O rapper canadense fez história com o seu quarto disco de estúdio. Views foi o álbum mais bem sucedido lançado em 2016. Vendeu pouco mais de 2,5 milhões de cópias ao redor do mundo e dominou todas as paradas de álbuns, singles e streaming. Em Views, Drake investe pouco nas rimas e se aventura em cantar mais nas faixas, o que faz do disco o mais “pop” da carreira do canadense. Views é um álbum de R&B/Hip-Hop que levou o nome de Drake aos quatro cantos do globo, principalmente após o vídeo viral de Hotline Bling. É um ótimo disco, apesar de ser inferior ao Take Care (2011) e ao Nothing Was the Same (2013).

1 – Beyoncé: Lemonade

E 2016 não teve pra ninguém. Só deu ela, Beyoncé! Queen B lançou a “limonada” mais gostosa do ano. A cantora lançou não apenas um álbum, mas um álbum visual, o segundo de sua carreira. Falando de amor, traição, raiva, empoderamento da mulher e dos negros, Beyoncé fez a melhor experiência visual com Lemonade. As músicas juntamente com os vídeos refletem diretamente os sentimentos e angústias que a cantora sente. Músicas e vídeos andam juntos, em harmonia, tanto que um sem o outro não têm o mesmo peso. Vender mais de 2,6 milhões de cópias de um disco, contando essencialmente com cópias físicas, deixando-o fora do Spotify até hoje não é pra qualquer um. Lemonade é o álbum mais experimental de Bey. Nele temos a Beyoncé do R&B (All Night e Freedom), a Beyoncé do trap (Formation e Sorry), a Beyoncé do rock (Don’t Hurt Yourself), a Beyoncé do country (Daddy Lessons) e a Beyoncé do pop (Hold Up). Temos várias facetas da cantora em um único disco. Lemonade é o álbum do ano pelo simples fato dele ser tão rico em ecleticidade, autenticidade e dizer tantas coisas ao mesmo tempo através da música e da excepcional experiência visual (confira a crítica do álbum aqui).

Esses foram os meus 10 álbuns favoritos de 2016. Quais foram os seus? Deixe nos comentários.

Confira abaixo outros discos que não entraram no meu Top 10, mas que escutei bastante durante este ano e que merecem menções honrosas por serem de ótima qualidade. Fica a dica para você escutá-los também!

Alicia Keys: HERE (confira a crítica do álbum aqui)
Metallica: Hardwired... to Self-Destruct
Britney Spears: Glory (confira a crítica do álbum aqui)
Green Day: Revolution Radio (confira a crítica do álbum aqui)
Little Mix: Glory Days (confira a crítica do álbum aqui)
Frank Ocean: Blonde
David Bowie: Blackstar
Bruno Mars: 24K Magic (confira a crítica do álbum aqui)
Suicide Squad: The Album (confira a crítica do filme aqui)
Red Hot Chili Peppers: The Getaway
JoJo: Mad Love. (confira a crítica do álbum aqui)
Meghan Trainor: Thank You (confira a crítica do álbum aqui)
Fifth Harmony: 7/27 (confira a crítica do álbum aqui)
Solange: A Seat at the Table
DNCE: DNCE
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