Top 5 – Os Melhores Livros Lidos em 2016

Preciso confessar que adoro listas e retrospectivas, logo fazer melhores do ano é sempre uma delícia. Essa lista de melhores do ano foi composta de livros que li este ano e não que necessariamente foram lançados em 2016. Por causa do último ano de faculdade e do trabalho de conclusão de curso não tive um ano produtivo de leitura, foram 33 livros lidos, tanto para faculdade como por hobby. Espero que em 2017 eu consiga ler mais e melhor.

5 – Erros Fantásticos – O Discurso “Faça Boa Arte”, Neil Gaiman

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Esse é um livro bem curtinho que li já no final do ano. Ele é a transcrição de um discurso feito pelo Gaiman na Universidade de Artes da Filadélfia para os formandos de 2012. É um discurso poderoso sobre achar seu caminho, cometer erros e fazer boa arte. Gaiman conta um pouco sobre a sua trajetória e como ele foi se achando por meio de tentativas e erros. É um livro inspirador, daqueles que você pega de tempos em tempos para ler de novo. O discurso na íntegra está disponível aqui.

4 – Hamlet, Shakespeare

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Este foi o ano em que finalmente li Shakespeare, nada menos do que uma das peças mais aclamadas do bardo, Hamlet. Abordando conceitos universais como traição e vingança, acompanhamos a trajetória do Príncipe da Dinamarca, Hamlet. Ele passa do luto pela morte do seu pai ao intenso desejo de vingança contra seu tio e sua mãe, acusados pelo próprio fantasma do Rei de terem planejado sua morte. Shakespeare não é considerado um gênio a toa, com monólogos intensos e uma história que flerta com o fantástico e com a loucura, somos conduzidos por essa tragédia com maestria.

3 – O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

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Considerada a obra mais aclamada de Fitzgerald, o livro desbrava as minúcias do sonho americano. Com uma narrativa regada a festas e jazz e toda liberdade proporcionada pelo pós Guerra, acompanhamos Gatsby, pela visão do seu vizinho, em busca do sonho prometido e da mulher que personifica tudo o que ele sempre desejou. Nesse livro Fitzgerald demonstra total controle do texto e da sua narrativa, definitivamente uma baita leitura.

2 – A Coisa – Stephen King

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Este também foi o ano de conhecer o Stephen King, apesar de ser uma pessoa muito medrosa para histórias de terror não pude resistir após Stranger Things ter sido comparado ao livro de King. Em A Coisa acompanhamos a construção da amizade de sete crianças, denominadas o clube dos otários, e a tentativa delas de destruir um monstro que ronda Derry e tem deixado um rastro de corpos por onde passa. O livro se passa em duas épocas, 1958 e 1985, em 1958 é quando o clube se forma e as crianças enfrentam A Coisa pela primeira vez, em 1985 é quando o clube, já adulto, precisa voltar para Derry para terminar o que começaram. Essa é uma das melhore histórias de crianças que já li, King consegue desenvolver cada uma delas e fazer com que acreditemos em cada atitude tomada pelos personagens, além de ter muito cuidado na construção da atmosfera da cidade e da própria Coisa. Apesar do autor ter escolhido um destino para a personagem feminina que me desagradou profundamente no fim do livro, essa foi uma história que ficou na minha mente por muito tempo depois de ler a última página.

1 – Destinos Mistos

 destinos-mistosE para fechar o ano, o melhor livro lido acabou sendo um dos que li para o trabalho de conclusão de curso. Destinos Mistos fala sobre a trajetória dos críticos da Revista Clima, revista da década de 40 com forte apelo pela cultural e crítico. Antonio Candido, Paulo Emílio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado, Rui Coelho, Lourival Gomes Machado e Gilda de Moraes Rocha foram os nomes por trás da revista, cobriam literatura, cinema, teatro, artes e publicavam ficção. Heloísa usa uma vasta bibliografia e contextualiza muito bem o leitor com a época, trazendo a relação que o grupo Clima teve com os intelectuais e como isso afetou suas carreiras. A revista foi idealizada quando seus criadores ainda estavam na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da USP, portanto a Universidade é um cenário recorrente no livro e acabei conhecendo bem mais da história da faculdade e dos seus alunos, já que a Heloísa destrincha um pouco dos dois lados, a dos alunos com familiares importantes e os alunos como o Florestan Fernandes, sociólogo, que se sentia invisível diante dos outros alunos e dos professores que eram franceses, enfrentando uma batalha particular para conseguir se formar. Definitivamente o livro que mais me impactou em 2016.

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