The OA: Explodindo Mentes

The OA foi a primeira série que assisti em 2017 e ela já chegou arrebentando com tudo. Apesar de não ser a maior fã de ficção científica, essa série me chamou atenção no catálogo da Netflix e depois que assisti o episódio piloto foi uma viagem sem volta. Prairie está de volta após sete anos desaparecida, seus pais ficam sabendo disso de forma inusitada, com um vídeo no youtube que mostra a tentativa de suicídio da sua filha, pulando de uma ponte. Ao se dirigirem para o hospital, outra surpresa, Prairie que era cega está enxergando. Ela é levada para casa contra a vontade dos médicos que queriam interná-la devido a recente tentativa de suicídio, mas seus pais só querem a filha em casa. Prairie se nega a contar o que aconteceu com ela e quando interrogada pela FBI suas respostas são estranhas e não fazem o menor sentido dentro da narrativa que se espera dela.

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Por recomendações médicas ela está sem acesso à internet e está desesperada para conseguir, desesperada ao ponto de ir até uma casa abandonada da vizinhança em que  os garotos vendem e compram drogas, na tentativa de conseguir uma senha de wi-fi. Nesse lugar ela conhece o Steve, um adolescente impulsivo e violento, que acaba mandando seu cachorro atacar a Prairie. Mais uma vez ela reage de uma forma estranha e não esperada e mesmo indo embora sem a internet, ela se conecta de alguma forma com o Steve e as pessoas que presenciaram o ataque do cão. Pouco depois, Steve com problemas por causa do seu comportamento pede ajuda a Prairie e propõe um pacto de se ajudarem, ela vai na escola fingir que é sua madrasta e ele arruma internet para ela. Na escola ela convence a professora do Steve a não expulsá-lo, de uma foma intimista e que toca o coração da professora, e entendemos que a Prairie, ou a OA como ela quer ser chamada, é diferente dos outros. Depois de conhecer essas pessoas é que a OA finalmente diz o que ela precisa, cinco pessoas. Essas pessoas precisam se encontrar com ela na casa abandonada e deixar a porta da frente de suas casas abertas, em um gesto de confiança. E a partir daí iremos conhecer a história dentro da história. E ela é intrigante e poderosa de um jeito que só um bom narrador consegue fazer.

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Serão nesses encontros noturnos que finalmente saberemos o que aconteceu com OA, porém ela vai começar do início da sua história, ou seja de quando ela perdeu a visão, já que ela não nasceu cega. Sua história nos surpreende várias e várias vezes. O inesperado e o inacreditável andam lado a lado nesses episódios, muito bem aproveitados pela narração em primeira pessoa, que nunca é confiável em mídia nenhuma, e portanto vai se construindo um mosaico de informações fornecidas pela OA que requer fé. Fé das pessoas que estão ouvindo a sua história e de nós telespectadores para acreditar que sim, talvez seja possível, mesmo que logo depois refutemos qualquer possibilidade daquilo ter acontecido. Para voltamos acreditar novamente e assim como quem anda num carrossel, subindo e descendo, terminamos a série sem saber se acreditamos ou não. E a sua mente vai explodir com tantas possibilidades e você vai querer mais.

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Intercalado com a história da OA, vamos acompanhando a vida dessas cinco pessoas no presente e os desdobramentos deles estarem juntos e como a OA afetou a vida de cada um e eles já não são as mesmas pessoas do início da série. A narrativa é tão fluída que os episódios não tem a mesma duração, alguns tem mais de uma hora e outros apenas meia hora, porque o importante não é preencher determinado tempo com a história, mas sim contar essa história do jeito que deve ser contada. Não contei nada sobre a narrativa da OA para não dar spoilers e por acreditar que a experiência deve ser vivida sem aviso prévio. Eu sei que está cedo, ainda estamos em janeiro, mas vou arriscar e dizer que essa já é uma das melhores séries do ano e que definitivamente você precisa dar uma chance.

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Se você gostou do post não esqueça de curtir, comentar e compartilhar:)

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