La La Land: Cantando Estações

O filme mais comentado do ano, até agora, é La La Land. Foram sete indicações ao Globo de Ouro e sete prêmios. Agora com 14 indicações ao Oscar, alcançando o recorde de Titanic (1997) e A Malvada (1950), o longa tem causado furor no público e na mídia. Mia (Emma Stone) é uma atendente de café dentro de um estúdio e seu sonho é se tornar atriz, por isso ela enfrenta vários testes, mas ainda não conseguiu uma chance. Em um engarrafamento ela acaba tendo um desentendimento com Sebastian (Ryan Gosling), um pianista que sonha em ter seu próprio clube de jazz.

cena-engarrafamento

O filme já abre com um número musical, a cena do engarrafamento, que é bem produzida e executada e com poucos cortes. Usando cores fortes e contrastes, a fotografia chama atenção do início ao fim. O primeiro contato entre os protagonistas acontece no engarrafamento e pasmem, não se apaixonam instantaneamente. Porém, ainda é um filme, e eles se encontram em outras situações até desenvolverem uma amizade que se tornará um romance. Frustrados com a vida e a busca pelos sonhos sem resultados imediatos, eles acabam se reconhecendo um no outro e servem de apoio e incentivo para continuarem lutando.

lalaland

Dividido por estações, acompanhamos um ano da vida deles e por ser cheio de altos e baixos e momentos de desistência o telespectador também se reconhece nesses personagens e talvez isso explique parte do sucesso com o público, lógico que as canções e todo o desenrolar do filme é envolvente. Porém, nada supera a sensação do filme estar falando com você. Filmado de forma a homenagear os musicais antigos, filmando o corpo todo durante os números musicais, um legado de Fred Aistare, La La Land não alcança a mesma perícia na execução. Temos dois atores já conhecidos do grande público que fazem um bom trabalho, Gosling inclusive aprendeu a tocar piano para o papel, mas são melhores atores do que cantores/dançarinos e que se dedicaram ao projeto, mas não alcançam o mesmo nível de execução dos astros de antigamente.

sebs

Dirigido por Damien Chazelle, que também dirigiu Whiplash, concorrente ao Oscar de Melhor Filme em 2015, a temática dos dois é muito parecida, a busca do sonho e o amor pela música. Se em Whiplash o protagonista literalmente dá o sangue pelo sonho e pela música, em La La Land essa jornada ainda acarreta perda, mas de uma forma menos cínica e sórdida. E a música ocupa um lugar de destaque nas duas produções. A cena em que Sebastian leva Mia para ouvir jazz é palpável a paixão do personagem pela música e como aquilo faz parte de quem ele é. A trilha sonora é apaixonante, com destaque para City of Stars que ganhou o Globo de Ouro e está concorrendo junto com Audition para Canção Original no Oscar.

O final do filme traz uma cena de possibilidades que deixa um gosto agridoce por não apostar no esperado. Sem dúvida La La Land deve abocanhar mais prêmios no Oscar, e quem sabe também conseguir trazer os musicais para os holofotes hollywoodianos mais uma vez. É um filme interessante, que contém bons ingredientes técnicos e narrativos.

 

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