‘Logan’ traz o melhor Wolverine dos cinemas

Logan

17 anos após dar vida ao Wolverine nas telonas em X-Men: O Filme, é chegada a hora de Hugh Jackman se despedir do personagem (até segunda ordem) em Logan, terceiro filme solo do mutante.

Ambientado em 2029, Logan traz um Wolverine velho, alcoólatra, longe dos tempos de glória dos X-Men. A história é inspirada na série de HQs do Velho Logan. Logan tenta levar uma vida normal como motorista, cuidando do já debilitado Professor Charles Xavier (Patrick Stewart) com a ajuda do mutante Caliban (Stephen Merchant). Tudo vai bem até que Logan é procurado por uma mexicana, que pede sua ajuda para proteger Laura Kinney (Dafne Keen), que está sendo perseguida pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook) e sua gangue de Carniceiros.

É com a premissa de perseguição na estrada que o filme dirigido por James Mangold (também dirigiu Wolverine: Imortal) se desenvolve. E se desenvolve muitooo bem! O roteiro, assim como tudo no filme, é simplista e tem um ritmo bom, com exceção da terceira parte, na qual o longa se arrasta um pouco. Mas é um filme bem resolvido. Não há efeitos especiais tão elaborados como os últimos X-Men, e tudo bem; tudo se encaixa à temática do longa. HQs dos X-Men aparecem em algumas cenas, o que nos dá certa nostalgia só de imaginar como seria ver Hugh Jackman vestindo o uniforme clássico de Wolverine.

Imagem: Geek News Network.
Imagem: Geek News Network.

Com classificação para maiores de 🔞 nos EUA e 16 no Brasil, o filme é marcado por muito sangue, palavrões e violência desenfreada (algo parecido com o que você vê na série do Demolidor na Netflix). E é isso o que faz de Logan um filme tão espetacular. Não a violência em si, mas a essência do personagem transposta nas telonas, finalmente. Não há espaço para piadinhas (embora ocorra em pouquíssimos momentos) fora do contexto e a dramaticidade do filme é carregada do início ao fim.

Além disso, a relação de Logan com Xavier é o ponto forte da história. Se no primeiro filme era Charles que “cuidou” de Logan, aqui os papeis se invertem. Os diálogos entre os dois nos levam do choro às risadas. Patrick Stewart mostra toda a sua classe e genialidade de atuação e, assim como Hugh Jackman, se despede de seu personagem da melhor forma possível.

Imagem: Jovem Nerd.
Imagem: Jovem Nerd.

E o que falar de Hugh Jackman? O australiano após anos vivendo o Wolverine nas telonas, finalmente teve sua chance de encarnar fielmente e mostrar o Logan que todos queriam: selvagem, mas com muito coração. Você consegue sentir todo o sofrimento, físico e psicológico, que o personagem está passando. A relação dele com Laura, a X-23 – que só fala da metade pro final do filme – é incrível. Hugh se entregou de corpo e alma neste filme e nos entregou o melhor Wolverine de toda a franquia X-Men.

Logan é fatalmente um dos melhores filmes de super heróis já feitos até hoje. É um filme sério e adulto, que entrega tudo aquilo que prometeu durante sua divulgação de marketing. Não peca pelos excessos de seus antecessores e encerra um ciclo de forma magistral. Se realmente não voltar a interpretar o personagem em futuros filmes, Hugh Jackman poderá dormir tranquilamente, pois conseguiu entregar o Wolverine definitivo.

Imagem: Retalho Club.
Imagem: Retalho Club.

 

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