I’m Danny Rand, o Punho de Ferro

Estreando mais uma produção original da Netflix em parceria com a Marvel, chegou esse mês no streaming Punho de Ferro, finalizando a apresentação dos heróis que se tornarão Os Defensores. Danny Rand (Finn jones) aparece em Nova Iorque, quinze anos após o acidente que matou a sua família, para reivindicar seu nome e sua identidade, porém ele enfrenta a resistência dos Meachum, filhos do antigo sócio do seu pai e quem ele considerava como irmãos. Afinal ao recuperar sua identidade ele também se torna o maior acionista das empresas Rand com 51% de ações. Ward Meachum (Tom Pelphrey) e Joy Meachum (Jessica Stroup) se mostram apreensivos com o possível retorno de Danny Rand e tomam medidas extremas para evitar que esse fato venha a público.

Ao mesmo tempo em que tenta provar sua identidade Danny também é testado como Punho de Ferro e descobre que o Tentáculo se infiltrou nas empresas Rand e que está distribuindo drogas através da empresa e suas duas identidades começa a entrar em conflito: Danny Rand, bilionário e filantropo versus Punho de Ferro, guardião dos portões da cidade mística de K’un-Lun, arma viva e inimigo declarado do Tentáculo. Ao sobreviver ao acidente que matou seus pais, Danny foi achado por monges da Ordem da Mãe Garça e foi levado para K’un-Lun uma cidade mística onde foi treinado para ser um guerreiro, por isso toda a parte mística é aliada com os ensinamentos do Kung-Fu e controle de Chi, um dos pontos fortes da série são os movimentos de meditação realizado por Danny e pela Colleen Wing (Jessica Henwick), além de suas motivações e códigos de luta, trazendo para o primeiro plano a discussão da prática de artes marciais.

Nunca tive contato com os quadrinhos do Punho de Ferro por isso todas as observações são feitas a partir da série. Temos um problema de ritmo com a história, os primeiros quatro episódios são muito arrastados e repetitivos, ouvimos o personagem afirmar “I’m Danny Rand” inúmeras vezes, chega a ser cansativo suas tentativas de provar que ele é quem diz ser, ele age de forma ingênua e se deixa levar pelo o que outros dizem de forma muito leviana, possibilitando que todo mundo o manipule. Em compensação os personagens secundários roubam a cena, Colleen, Joy e Claire Temple (Rosario Dawson) acabam conduzindo o Danny em sua jornada e o Punho de Ferro depende muito desses personagens e dos vilões que ele enfrenta para entender o que ele quer. De todos os heróis já apresentados pela Marvel nas séries, ele é o que mais tem dificuldade em saber o seu lugar e os seus objetivos. Quem também rouba a cena é Ward, a primeira vista ele parece ser ganancioso e prepotente, o que confirmamos com o decorrer dos episódios, mas ele também é um garoto quebrado e que faz o melhor para proteger sua irmã. É um personagem ambíguo, complexo e faz falta quando não está em tela.

Outro problema são as cenas de luta, escassas nos primeiros episódios e deixando a desejar nos outros, as batalhas de Danny são sempre em lugares escuros com cortes e ângulos que mostram muito pouco e quando bem iluminadas as cenas se mostram lentas, com padrões facilmente identificados. As lutas da Colleen são melhor exploradas e isso é um pouco frustrante. A conexão com as outras séries se dá tanto pela Claire que aparece em todas, e em Punho de Ferro aparecendo como uma personagem regular e que acompanha toda ação, quanto em momentos em que os personagens citam características ou nomes de personagens das outras séries, o que foi completamente desnecessário. Tem uns dois momentos que é usado esse recurso apenas para mostrar que existe a conexão, mas que não faz diferença nenhuma na narrativa e parece forçado.

A mitologia que cerca o Punho de Ferro é interessante e lembra um pouco a do Doutor Estranho e não foi muito abordada nessa temporada, o foco ficou todo no herói e na sua jornada ~solitária~ por isso espero que a mitologia seja mais abordada nas outras temporadas que certamente virão. Mesmo com esses pontos que foram colocados acima a série acaba por prender o espectador e a recepção do público tem sido boa. Não é uma série ruim, muito pelo contrário, porém dado o histórico Netflix-Marvel poderia ser um produto melhor. Agora ficamos no aguardo de Os Defensores que chega no segundo semestre na Netflix.

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