Power Rangers – É hora de morfar!

Quando a Lionsgate anunciou um reboot de Power Rangers nos cinemas há uns dois anos atrás, eu pensei: “Ué, pra quê gente? De novo!”. Já não era o bastante a franquia da Saban ter rendido milhões de séries e três filmes desde 1993, realmente precisava de mais um? Talvez. Com a Lionsgate desesperada em arrumar alguma franquia de sucesso após a sua galinha dos ovos de ouro, Jogos Vorazes, chegar ao fim, era de se esperar que eles apostassem em algo ~inovador~. Após muita desconfiança e até certo otimismo com a liberação de imagens e trailers, Power Rangers (2017) está entre nós.

Dirigido por Dean Israelite (que tem no currículo Projeto Almanaque [2014]), o filme dá uma nova “roupagem” ~literalmente~ à série original de 1993, contando a jornada de cinco adolescentes que são escolhidos para proteger e salvar o mundo da ameaça alienígena Rita Repulsa (Elizabeth Banks). Além de terem de aprender a dominar seus poderes, Jason (Dacre Montgomery), Billy (RJ Cyler), Kimberly (Naomi Scott), Trini (Becky G) e Zack (Ludi Lin) precisam ainda lidar com os seus problemas familiares.

E é justamente o desenvolvimento desses problemas “reais” que guiam o filme. Com um roteiro que beira o drama, somos jogados nos “mundos” de cada um dos personagens. É interessante pensar que para que os Rangers possam ser uma equipe unida e forte, eles precisam necessariamente conhecer os problemas uns dos outros; seja ter problemas com o pai, se sentir um lixo por algum ato, ter medo de perder a mãe, sentir saudades do pai morto ou ser gay. Explorar a individualidade de cada um dos Rangers é o maior trunfo do filme, já que conseguimos nos envolver ~mesmo que superficialmente~ com a história de cada um.

Quem era fã das séries assim como eu, esperou por mais cenas de luta no longa. Afinal, ver os Rangers em ação contra os monstros de Rita Repulsa era a parte que mais esperávamos nos episódios. Aqui, por se tratar de um filme de origem e pela opção ~acertadíssima~ de focar na história, a “pancadaria” fica mesmo para o clímax do longa. Mas não é nada que prejudique o funcionamento do filme como um todo, que é muito divertido. Entre os Rangers, destaque para o Ranger Azul de RJ Cyler, que é o humorista e a “alma” da equipe. É sem dúvidas, o meu personagem favorito. Bryan Cranston está imponente como Zordon e confesso que esperava mais da Rita Repulsa de Elizabeth Banks, que cumpre sua função como antagonista.

Os efeitos especiais não estão lá essas coisas, até por conta do baixo orçamento (USD 105 milhões). Os mais saudosistas com certeza reclamarão da falta de faíscas e coreografias toscas de luta. Os uniformes são bem funcionais (não se parecem nada com as armaduras do Homem de Ferro) e dão um tom mais maduro ao filme. Se for bem nas bilheterias, a franquia tem tudo para ganhar mais continuações (mais cinco filmes, segundo um dos produtores, Haim Saban) com orçamentos mais generosos do estúdio.

É muito bom ver os Rangers de volta aos cinemas em grande estilo. O filme ainda nos reserva momentos nostálgicos com a música clássica Go! Go! Power Rangers e aparição de dois Rangers da série original e do primeiro filme de 1995. No maior estilo Marvel Studios, ainda temos uma cena pós créditos que nos dá um gostinho da sequência. Saí da sala de cinema bem feliz com o resultado final do filme e com a certeza que É HORA DE MORFAR!

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