Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

A franquia Piratas do Caribe voltou ao cinema com seu quinto filme: A Vingança de Salazar. Após um intervalo de seis anos do seu antecessor, Navegando em Águas Misteriosas, a quinta aventura de Jack Sparrow (Johnny Depp) estreou semana passada nos cinemas nacionais e já ultrapassou um milhão de telespectadores. Diferente do quarto filme, que se distanciou dos primeiros filmes a ponto de ser possível assisti-lo como filme único, dessa vez a narrativa se propõe a acompanhar o que aconteceu com o filho de Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Kinghtley), criando uma ligação maior entre a trilogia e a nova história.

Henry (Brenton Thwaites) está procurando pelo Tridente de Poseidon, um tesouro que está escondido no mar e que tem o poder de quebrar maldições, para quebrar a maldição do seu pai e livrá-lo do Holandês Voador. Quando ele conta sua intenção para Will ele é dissuadido pelo pai, que diz que tudo isso não passa de uma lenda e é incitado a viver sua própria sua vida. Porém, ele estuda tudo que é possível sobre as maldições do mar e seus mitos, e por nove anos procura pelo Jack Sparrow, que em seu entender, é o mais indicado para ajudá-lo. Carina Smith (Kaya Scodelario-Davis), mulher e astrônoma, que está sendo acusada de bruxaria e condenada a forca, também está a procura do mapa que leva ao Tridente. Jack Sparrow está sem sorte, após um golpe sem sucesso, ele se vê sem tripulação, sem barco, preso e condenado a morte. O destino dos três vão se cruzar e eles terão que fazer acordos e concessões para encontrar o que cada um está buscando. Enquanto navegam nos mares em busca do Tridente, eles terão que enfrentar o Capitão Salazar (Javier Bardem), que foi morto pelo Jack há anos e que acabou amaldiçoado, vivendo como um fantasma e alimentando seu ódio e seus planos de vingança.

A fórmula usada para narrar a história é muito parecida com a do primeiro filme, A Maldição do Pérola Negra, deixando a sensação de que já conhecemos o que está sendo contado. Porém, falar do mar e seus mistérios é sempre interessante e a aventura conta com tiradas divertidas, um pouco de drama e muitas cenas de ação, que estão aliadas a uma boa fotografia e bons efeitos especiais e acabam balanceando com a narrativa repetitiva.

Confesso que peguei um certo ranço do Johnny Depp, tanto pelas últimas notícias sobre a sua vida particular como pelos personagens caricaturados que insistem em se repetir filme após filme do ator. Na pele do Jack Sparrow acho que é um pouco pior, pois ele não consegue entregar nada diferente no personagem, nenhuma nuance, nenhum tipo de expressão que fuja do arquétipo já amplamente conhecido do personagem e é sempre mais do mesmo.

Já Javier Bardem traz em cena um vilão amedrontador, seu capitão espanhol consegue ser um antagonista convincente, em aparência e atitude, e expressa muito bem o sentimento de vingança que o personagem busca, ele abre mão de qualquer coisa, faz qualquer barganha para cumprir seu intento, inclusive quando não é mais necessário e o torna um ótimo personagem, assim como o Barbossa (Geoffrey Roy Rush), que possue um arco narrativo muito fraco, praticamente só está lá para fazer andar a história dos outros, e ainda assim consegue roubar a cena.

É um filme divertido se você estiver buscando entretenimento leve e descompromissado. Acredito que está na hora de encerrar Piratas do Caribe, mas uma cena pós crédito coloca em dúvida não só o rumo da franquia como a abordagem que ela teria caso decidam continuar com essa história.

Se você gostou do post não esqueça de curtir, comentar e compartilhar:)

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