Kingsman: O Círculo Dourado

Após o enorme sucesso de crítica e bilheteria, era inevitável que Kingsman: Serviço Secreto (2015) ganhasse uma sequência.  Dois anos depois, a continuação, Kingsman: O Círculo Dourado chegou às telonas. Novamente dirigido pelo britânico Matthew Vaughn (Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe), O Círculo Dourado traz Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) em uma missão para encontrar uma organização criminosa, responsável por ataques a agentes da Kingsman. Nessa busca, os dois recebem ajuda de Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry), que são espiões da Statesman, uma agência de espionagem norte-americana.

A perspectiva de ação desenfreada e escrachada do primeiro filme continua neste. Já na cena inicial, temos uma pequena amostra disto – mesmo com o take beirando a tosquice. As cenas de ação são bem executadas, assim como no primeiro filme, mas fica aquela sensação de “tá, cadê a novidade? já vi isso no primeiro filme”.

A vilã Poppy, interpretada pela maravilhosa Julianne Moore, até tenta fazer jus ao vilão de Serviço Secreto, interpretado por Samuel L. Jackson, mas falha miseravelmente. O que esperar da maior traficante de drogas do mundo, que vive em uma cidade retrô, cheia de drones, no meio do Camboja?

A melhor sacada do longa com certeza é o debate feito sobre a legalização das drogas. De uma forma até sutil, o O Círculo Dourado permite a reflexão sobre essa questão social que envolve os governos, os usuários de drogas, os amigos/familiares de usuários, pessoas que não utilizam, enfim, a sociedade em geral.

A volta de Colin Firth como Harry Hart ou Agente Galahad é um dos grandes trunfos deste filme, assim como as aparições do cantor Elton John, que está simplesmente SENSACIONAL. Elton é dono das melhores cenas do filme – as mais engraçadas, pelo menos.

Kingsman: O Círculo Dourado se presta ao papel de entreter e divertir, mas comete os mesmos erros de Guardiões da Galáxia vol. 2, em querer superar a ação, as piadas e as surpresas do primeiro longa. Assim como disse na crítica de Guardiões da Galáxia vol. 2 (leia aqui), repito aqui: você sai do cinema com o gostinho de “esperava mais”, isto é, se você já não esqueceu boa parte do filme.

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