Retrospectiva 2017 do Cultura

2017 foi um ano cheio de surpresas na música, no cinema e em outras plataformas culturais que conhecemos como TV e os serviços de streaming. A gente reuniu cinco acontecimentos que mais nos chamaram atenção no ano, além de relembrarmos alguns dos posts mais visualizados aqui no blog e fazer aquele balanço geral do que rolou em 2017.

Mulher-Maravilha e o protagonismo feminino

Depois de muito pedir e esperar por um filme que tivesse uma heroína como protagonista, a DC trouxe aos cinemas Mulher-Maravilha. Apostando em sua história de origem somos enviados ao belo paraíso das Amazonas, lugar em que Diana é criada e aprende suas técnicas de luta. Sua empatia e inocência movem o filme e a levam para Londres em plena Primeira Guerra Mundial. Movida pela crença que a culpa de toda destruição é de Ares, o deus da Guerra, Diana se exila do paraíso para salvar a humanidade. Sua fé e esperança nos humanos a tornam uma heroína melhor.

A parte sombria, que até então era uma característica dos filmes da DC, foi deixada um pouco de lado aqui e conseguimos ver um roteiro bem amarrado com traços que variam do humor ao drama sem ficar deslocado ou excessivo. Até o romance é bem construído e não tira o brilho do protagonismo da Mulher-Maravilha. A cena icônica, das trincheiras, é emocionante não só pela estética em si, mas principalmente pelo seu significado dentro e fora da narrativa.

Mulher-Maravilha era a heroína que precisávamos ver nas telonas e uma ótima porta de entrada para todas as outras que estão por vir, afinal, representatividade e reconhecimento no outro é uma arma poderosa para combater discursos de ódio e preconceitos. Um adendo importante é que o filme também foi dirigido por uma mulher, Patty Jenkins, e isso é importantíssimo no resultado alcançado, dentro e fora das telas.

Como falamos em nossa crítica do filme (leia aqui), o feminismo que Patty Jenkins e Gal Gadot apresentaram em Mulher-Maravilha foi perfeito, já que traz a essência do movimento que é a mulher não ser melhor que o homem, mas ter os mesmos direitos, condições e espaços dentro da sociedade. Com mais de uma década de grandes produções de filmes de super heróis masculinos, já era hora de termos um longa de uma super heroína decente (excluindo baixas produções como Elektra e Mulher-Gato), digno de recordes de bilheterias e aclamação da crítica especializada.

Pabllo Vittar e a drag music no mainstream

2017 também foi o ano em que a drag music, música feita por drag queens, ganhou espaço em um país conservador como o Brasil. Muito desse feito foi graças a um nome: Pabllo Vittar. A drag maranhense antes conhecida apenas pelo público LGBTQ+ por músicas sampleadas como Open Bar, No Chão e Minaj, ganhou os quatro cantos do país após o lançamento de seu primeiro álbum, o Vai Passar Mal. A repercussão do disco, lançado de forma independente em janeiro, começou já no Carnaval. A música Todo Dia foi o grande hit do Carnaval 2017. Inúmeros blocos de rua tocavam a música incessantemente. Mas não foi cantando Eu não espero o Carnaval chegar pra ser vadia, sou todo dia, sou todo dia que Pabllo bombou de fato. O terceiro single do disco, K.O.nocauteou o preconceito. A música, produzida por Rodrigo Gorky e Maffalda, com raízes do forró eletrônico caiu no gosto popular a ponto de tocar nas programações das grandes rádios, algo até então inédito para uma drag queen. Além disso, a música venceu como Melhor Música no Troféu Domingão 2017, feito inédito. No programa Amor & Sexo da Rede Globo desde 2016, Pabllo ganhou ainda mais destaque. Veio a canção Sua Cara com a poderosa Anitta e o Major Lazer, que deu ainda mais visibilidade à cantora. Diplo, um dos membros do Major Lazer, inclusive produziu a canção Então Vai, presente no álbum de estreia de Pabllo. Pabllo lançou Corpo Sensualparceria com o cantor da Banda Uó, Mateus Carrilho, outro hit.

Milhões de reproduções no Spotify, milhões de visualizações de videoclipes no YouTube, participação em show da Fergie no Rock In Rio, levando uma multidão para seu próprio show no festival, aparições em programas de TV e novelas, Pabllo Vittar deixou de ser desconhecida e ganhou status de estrela em ascensão no país. Você pode não gostar do estilo que a drag canta, pode criticá-la por sua voz fina e até questionar o seu talento, mas não se pode negar que Pabllo conquistou um espaço importante no cenário musical brasileiro, representando uma classe majoritariamente desprezada e até mesmo marginalizada. As conquistas de Pabllo não foram só para si, mas para boa parte de outras drag queens brasileiras, que ganharam força e visibilidade. Gloria Groove, Aretuza Lovi, Lia Clark e Mulher Pepita foram alguns nomes que também ganharam força nessa luta por respeito e igualdade. Pabllo puxou a fila e ergueu a bandeira da diversidade, trazendo novidade à música pop nacional. Hoje, contratada pela Sony Music, assim como Aretuza Lovi, a drag queen mais popular do Brasil virou rosto de inúmeras marcas de renome como Adidas e Coca-Cola e já prepara terreno para lançar seu segundo álbum em 2018. A drag music agora tem lugar no mainstream.

Reggaeton e a dominação latina 

Se tem um ritmo que dominou 2017, esse foi o reggaeton. Com raízes na música latina e caribenha, o reggaeton ganhou os charts mundiais. Muito desse feito deve-se a um dos hits mundiais, Despacito. A música dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee em parceria com o astro Justin Bieber tocou muitooooooooooooo em 2017. Tocou tanto que a gente já tava pedindo pelo amor de Deus, para, não aguento mais! A música conseguiu o feito de liderar inúmeras paradas musicais, incluindo a Billboard Hot 100, na qual ficou na liderança por 16 semanas, sendo destronada apenas por Taylor Swift e sua Look What You Made Me Do.

Não bastasse Despacito, outro reggaeton que bombou demais foi Mi Gente do colombiano J Balvin com o francês Willy William pegou a rabeira do sucesso do hit de Luis Fonsi e conquistou o mundo também. A canção pegou #1 em diversos países e, assim como Despacito, ganhou um remix com um grande astro. Se Luis Fonsi pode contar com Justin Bieber, J Balvin conseguiu um “feat” com ninguém menos que Beyoncé. Impulsionada pelo remix, Mi Gente alcançou o #3 na Billboard Hot 100, sendo o primeiro Top 10 de J Balvin na Billboard.

Fora esses dois hits, tivemos outros grandes nomes da música latina que fizeram bastante barulho em 2017. Os colombianos Maluma e Shakira tocaram muito neste ano. Maluma bombou, sobretudo, com a canção Felices Los 4 e atualmente vem colhendo bons frutos com Corazón, versão em espanhol de Você Partiu Meu Coração do Nego do Borel. Já a rainha latina, Shakira, lançou seu décimo primeiro disco de estúdio, El Dorado. A cantora também se rendeu ao reggaeton com músicas como Chantaje, Me Enamoré e Perro Fiel, todas em espanhol. Outros artistas como CNCO, Maite Perroni, Danny Ocean, Ozuna, Yandel, Wisin, os veteranos Enrique Iglesias e Jennifer Lopez, e até mesmo a brasileira Anitta também fizeram trabalhos em 2017 que deram ainda mais evidência à música latina.

Todo o sucesso dessa invasão latina, sobretudo nos Estados Unidos, é muito curioso de se notar, visto que o atual presidente de uma das maiores potências mundiais, Donald Trump, foi eleito com um discurso contra latinos, prometendo construir um muro na divisa entre o país e o México.

Logan e a despedida do Wolverine

Os filmes da franquia X-Men sempre ficaram com um gosto de que poderiam ter sido melhores. A linha do tempo é confusa e mostra personagens descaracterizados e mal aproveitados. Os filmes solos do Wolverine são um desastre em relação a roteiro e execução. Por isso, as expectativas eram baixas para o que seria o último filme do Hugh Jackman interpretando o herói. Contudo, Logan chegou e trouxe não só um dos melhores filmes do ano, como também o melhor filme da franquia X-Men.

Não existem mais os X-Men, tudo que sobrou foi o Professor Xavier doente e debilitado por uma doença degenerativa e o Logan, também doente, que tenta cuidar deles da melhor forma possível. É uma luta por sobrevivência, não existe mais heroísmo ou causa para lutar, a busca é por uma pequena liberdade para passarem seus últimos dias. Esse plot do herói cansado e sem esperanças faz muito sentido dentro do contexto do filme, a relutância de Logan em ser responsável por qualquer coisa além dele mesmo e do professor é compreensível e aceitável, porém assim como foi em toda a sua vida a violência e morte chegam até ele, quer ele queira ou não.

A X-23 é a cereja do bolo, ela é o contraponto de Logan, a impetuosidade e fúria dela contrastam com a aparente passividade dele em uma luta de vontades. O filme é recheado de cenas emocionantes e marca um fim de uma era, tanto para esses personagens como para os atores. É o melhor Wolverine em sua melhor performance, não teria despedida melhor. Confira nossa crítica do filme aqui.

O Checkmate de Anitta

A música brasileira, sobretudo, a música de Anitta foi muito marcante em 2017. A carioca alçou voos maiores rumo a sua carreira internacional – como já havíamos falado em 2016 no post sobre Sim Ou Não (leia aqui)- e dominou os charts. Anitta começou o ano já com um grande hit, Loka, música da dupla Simone & Simaria e que conta com sua participação. Pouco mais de 58 milhões de reproduções no Spotify e mais de 500 milhões de visualizações no videoclipe postado no YouTube depois, Loka foi um marco para Anitta e para dupla sertaneja. Se em janeiro, Anitta deixou todo mundo Loka, em fevereiro ela partiu o coração de todos nós. Seu amigo, Nego do Borel, a convidou para cantar em Você Partiu Meu Coração junto com Wesley Safadão. Resultado: mais um smash hit na conta da morena. Em maio, Anitta apareceu como featuring da música Switch da rapper australiana, Iggy Azalea. Foi a primeira música que a artista cantou em inglês. Na divulgação, Anitta foi parar no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, um dos principais talk shows dos Estados Unidos. Com isso, ela se tornou a primeira brasileira a se apresentar no programa.

Com a pouca repercussão de Switch fora do país e por problemas de Iggy Azalea com sua gravadora, Anitta voltou suas atenções para o mercado latino, se jogando no espanhol com ParadinhaCom música própria, a cantora abria caminho para mais um sucesso comercial no Brasil e em outros países, como México, Uruguai e Portugal. Incansável, a cantora chegou no final de julho com Sua Cara, faixa do trio de música eletrônica Major Lazer e que ainda tem a drag queen Pabllo Vittar. A música, que faz parte do Know No Better – EP, bombou muito. Com direito a videoclipe filmado no Marrocos e tudo. Mas o projeto mais audacioso ainda estava por vir. Em agosto, ela anunciou o #Checkmate, um projeto inédito para artistas brasileiros, que previa o lançamento de uma música por mês acompanhada de um videoclipe até o final do ano. Simplista e mais adulta, a primeira canção escolhida foi Will I See You, em parceria com o produtor Poo Bear, mostrando uma Anitta bem diferente do que estávamos acostumados. Na sequência, Anitta veio com a eletrônica Is That For Me, outra parceria, dessa vez com o DJ sueco Alesso e com clipe filmado na Amazônia (você quer @Tainá?). Novamente em espanhol, a carioca chamou seu parceiro de alguns anos, o colombiano J Balvin, para a sensual Downtown, que fez de Anitta a primeira cantora brasileira a entrar no Top 50 do Spotify Mundial.

Cantando música acústica, eletrônica e reggaeton em dois idiomas, o #Checkmate viria com um funk em português. Vai Malandra, single em parceria com o Mc Zaac, o rapper Maejor e os produtores Tropkillaz e DJ Yuri Martins, foi a maior jogada de marketing de 2017. A cantora filmou o videoclipe em agosto e plantou a sementinha da ansiedade nos fãs e por que não, dos haters. Resultado: recordes e mais recordes – música mais executada no Spotify no dia do lançamento no Brasil, ultrapassando Look What You Made Me Do da Taylor Swift; conseguiu o feito de entrar no Top 20 Mundial do Spotify, tendo duas músicas (Downtown) no chart; teve o videoclipe brasileiro, filmado no Morro do Vidigal, mais visto em menos de 24 horas, e por aí vai. Em 2017, a maior estrela pop da atualidade no Brasil que cantará nas próximas edições do Rock In Rio (Lisboa em 2018 e Rio de Janeiro em 2019), inovou e revolucionou a forma de promover e lançar músicas no Brasil. Checkmate!

2017 foi um ano de muitas novidades e o Cultura produziu algumas críticas de álbuns musicais e filmes que foram lançados. Confira quais foram os 10 posts mais visualizados em 2017:

POSTS MAIS VISUALIZADOS

10 – ‘hopeless fountain kingdom’: a vida amorosa conturbada de Halsey : em junho, Halsey lançou seu segundo álbum de estúdio, hopeless fountain kingdom, e desbravamos esse “reino da fonte sem esperança” da cantora. Fizemos aquele faixa a faixa, que você já conhece, e aprovamos o disco. (Leia a crítica aqui)

9 – Dua Lipa e as novas regras do Pop : 2017 foi o ano de atualizarmos as novas regras. A britânica Dua Lipa foi a responsável por ditar essas regras que ecoaram pelos quatro cantos do planeta. Além de um breve #Conheça sobre a cantora, analisamos o álbum – autointitulado – de estreia da morena. Agora aplicando notas, demos 5 estrelas (nota máxima) para o Dua Lipa. (Leia a crítica aqui)

8 – I’m Danny Rand, o Punho de Ferro : em março, a Netflix liberou todos os episódios da primeira temporada de Punho de Ferro e a gente fez a resenha sobre a série. Bom, convenhamos que Punho de Ferro não foi uma das melhores produções da Netflix/Marvel, e apontamos alguns problemas da série. (Leia a crítica aqui)

7 – Homem Aranha: De Volta ao Lar : a parceria do Marvel Studios com a Sony Pictures rendeu Homem Aranha: De Volta ao Lar, primeiro filme protagonizado por Tom Holland (antes ele havia feito uma ponta em Capitão América: Guerra Civil). Com um terceiro ator no papel do Teioso, o resultado poderia não agradar à crítica e público, mas o que tivemos foi uma boa recepção e um filme trouxe a essência do personagem. (Leia a crítica aqui)

6 – A senha de hoje é: O Castelo completa 1 mês! : a nossa coluna de eventos foi muito bem recebida durante 2017. Além dos especiais de shows como Bruno Mars, Coldplay, Green Day, John Mayer e Katy Perry, nossa resenha sobre a exposição Rá-Tim-Bum, O Castelo ganhou um bom destaque. Estivemos na exposição e trouxemos um pouquinho da experiência em ver figurinos, personagens e cenários que marcaram a infância. (Leia a crítica aqui)

5 – Shakira volta mais latina do que nunca em ‘El Dorado’ : como citamos acima, Shakira rendeu-se ao reggaeton em seu novo disco, El Dorado. Em nossa crítica, elogiamos a colombiana por conseguir mostrar toda sua força na era dos streaming e manter-se relevante independentemente de idade, tempo de carreira ou mudanças do público consumidor de sua música. (Leia a crítica aqui)

4 – Thor Ragnarok: o fim do mundo pode ser engraçado : o deus do trovão voltou a ação e ganhou nossa resenha. Mais voltado ao cômico, o filme trouxe uma ótima química entre os personagens, mesmo tendo aproveitado pouco da vilã Hela, interpretada por Cate Blanchett. O filme ganhou 4 estrelas da nossa crítica. (Leia a crítica aqui)

3 – Star Wars: Os Últimos Jedi : abrindo nosso Top 3, já aparece Star Wars: Os Últimos Jedi, que foi lançado neste mês. A produção dividiu opiniões entre os fãs da franquia e trouxe inúmeros debates no Facebook do Cultura (curta nossa página). Apesar disso, gostamos do Episódio VIII da série que conseguiu 5 estrelas. (Leia a crítica aqui)

2 – Liga da Justiça : a reunião dos heróis da DC também ganhou nossa crítica. Embora tenha deixado aquele gostinho de “poderia ser melhor”, Liga da Justiça foi um filme bem feito, bem construído, mesmo deixando de lado toda a pompa e circunstância que esses heróis possuem nos quadrinhos e demais mídias. (Leia a crítica aqui)

1 – Moana: um mar de aventuras : e o post mais visualizado do Cultura em 2017 foi Moana. A animação da Disney ganhou nossos corações. O filme não ganhou o Oscar de Melhor Animação, mas nos inspirou “visualmente e narrativamente” como falamos em nossa crítica (Leia a crítica aqui).

RESUMÃO

2017 ainda teve Taylor Swift fazendo um retorno triunfante à música com o mega comentado e elogiado videoclipe de Look What You Made Me Do e o álbum Reputation. Vimos o Oscar cometer a maior gafe da história, apresentando La La Land (leia crítica aqui) como vencedor de Melhor Filme, quando na verdade o vencedor havia sido Moonlight. Também tivemos Katy Perry sendo massacrada pela mídia por seu trabalho com o álbum Witness (leia a crítica aqui). Beyoncé, que deu a luz aos gêmeos Sir Carter e Rumi, causou um alvoroço no mundo inteiro ao publicar a primeira foto deles em seu Instagram, hoje com mais de 10 milhões de curtidas. Nas séries, Os Defensores se reuniram, descobrimos as 13 Reasons Why (leia a crítica aqui), o retorno das crianças de Stranger Things e a sétima temporada de Game of Thrones. Assistimos Lady Gaga viver o momento mais importante de sua carreira no Super Bowl, assim como vimos os fãs chorando e lamentando o cancelamento da cantora para a primeira noite do Rock In Rio. Nos despedimos de atores como John Hurt (Olivaras em Harry Potter), Bill Paxton (de Titanic, Twister e Apollo 13), o icônico Roger Moore (007), Adam West (o Batman do seriado da década de 60). Também nos despedimos de ícones do rock nacional como Kid Vinil, e internacional como Chuck Berry, Chris Cornell e Chester Bennington (vocalista do Linkin Park) – os dois últimos por suicídio.

O Cultura deseja a você, nosso seguidor, um 2018 maravilhoso, cheio de muita paz, muito amor, muitos filmes, muita música, muitos shows e diversão. Feliz 2018! 

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Um comentário em “Retrospectiva 2017 do Cultura

  1. Quer dizer que a música feita por homossexuais nunca entraram no mainstream da música mundial? Quem é Boy George e seu Culture Club? Quem era Pete Burns e sua banda Dead or Alive? De homossexuais assumidos no Brasil, temos Ney Matogrosso então com a banda Secos e Molhados com suas coreografias androginas encaravam sem nenhum pudor o governo militar e sua censura e depois em carreira solo. Esse discurso vitimista politizado já deu no saco. Li essa baboseira e vejo como a idolatria de algumas mídias são nojentas. É o famoso jabá que afundou a cultura e a música de qualidade nesse país.

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