Maze Runner – A Cura Mortal

O capítulo final da saga de Thomas (Dylan O’Brien) contra o C.R.U.E.L chegou aos cinemas nesta semana. Maze Runner: A Cura Mortal é o terceiro e último filme da franquia baseada na obra de James Dashner. Dirigido novamente por Wes Ball (diretor dos dois primeiros longas), o filme traz Thomas e seus amigos em uma missão para encontrar a cura para o vírus mortal que transforma humanos em cranks (zumbis) e a busca pessoal do jovem por Minho (Ki Hong Lee), que foi capturado para experimentos do C.R.U.E.L em Prova de Fogo.

O longa começa na tão divulgada cena do trem (mostrada em todos os trailers). Só por aí, temos uma noção de como será o andamento do filme: cheio de ação. A sequência do trem é uma das melhores de A Cura Mortal, que realmente explora muito aquela ação desenfreada que não nos dá tempo nem de piscar os olhos. O ambiente pós apocalíptico traz uma fotografia boa em alguns momentos, principalmente na primeira parte do longa.

A volta de Thomas à última cidade (o famoso labirinto do primeiro filme), que é o centro de operações do C.R.U.E.L traz à tona todo o sentimento de amor e ódio do jovem em relação à Teresa (Kaya Scodelario). Com isso, a ação desenfreada ganha toques de drama adolescente, sem parecer piegas. É interessante ver  relacionamento dos dois, que não deixam de lado seus objetivos centrais. Apesar do grave acidente nos sets do filme em 2016 que quase o matou, Dylan O’Brien manda muito bem na atuação e nas cenas de ação.

Outro ponto muito forte no longa é a relação de amizade entre Thomas, Minho, Newt (Thomas Brodie-Sangster) e Caçarola (Dexter Darden), os meninos da clareira lá de Correr ou Morrer Esse é o maior trunfo do filme. Todos eles agem, muitas vezes por impulso, para salvar uns aos outros, sem se importar com as consequências. Newt é definitivamente o personagem que mais nos causa empatia neste filme, por peitar Thomas em determinados momentos e mesmo assim permanecer firme e forte ao lado do amigo.

A vilã interpretada por Patricia Clarkson, Ava Paige, é uma das decepções do filme. A gente espera que a personagem demonstre toda sua imponência, assim como aconteceu em Prova de Fogo, mas o que temos é uma vilã que cheia de fraquezas e que entrega os pontos com facilidade. No sentido oposto disso, Janson (Aidan Gillen), líder das tropas do C.R.U.E.L, rouba todo o antagonismo de Ava e se torna uma grande pedra no sapato na missão de Thomas e cia.

O roteiro é simples e muito óbvio, a ponto de anteciparmos o que acontecerá nas cenas seguintes. Apesar disso, algumas boas surpresas ocorrem durante o filme. Mas não há nada que comprometa o bom andamento do longa, que cumpre a proposta de entreter o telespectador.

Maze Runner: A Cura Mortal encerra a franquia de forma coerente e sensata. Sem querer encher linguiça, dividindo a adaptação final em dois filmes como temos visto ultimamente (aprenda saga Divergente). Traz um pouco da adrenalina do primeiro filme e o drama do segundo. Falha por não ser um longa independente, ou seja, se você quiser entender este, necessariamente precisará ter assistido aos outros dois. Mas tem todos os méritos por fechar um ciclo de forma digna, a exemplo de Jogos Vorazes

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