‘Pantera Negra’ – Wakanda pra Sempre!

A fase três do universo cinematográfico da Marvel está a todo vapor e ganhou mais um capítulo nesta semana com a estreia de Pantera Negra. Dirigido Ryan Coogler, o longa mostra o retorno do príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) à Wakanda para cerimônia de coroação, já que o rei T’Chaka (John Kani) está morto – evento mostrado em Capitão América: Guerra Civil. Junto com Nakia (Lupita Nyong’o) e a general Okoye (Danai Gurira), T’Challa sai em uma caçada à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou uma grande quantidade de vibranium de Wakanda.

Nos primeiros minutos do filme é explicado a origem de Wakanda rapidamente, passando para uma ótima sequência de ação, vista nos trailers. Quando imergimos no reino de Wakanda, há um choque muito duro entre tecnologia e tradição. Já que, embora seja o país mais tecnológico e moderno do mundo, o povo de Wakanda ainda é muito tradicional, ao ter rituais, vestimentas e características muito próprias. A analogia que é feita com tribos africanas fica evidente e marcado, assim como as cores vibrantes dos figurinos e da fotografia. O fato de Wakanda se isolar do resto mundo, mantendo um padrão de vida excelente, enquanto países ao lado como Nigéria e outros sofrem de fome, guerras e outras barbáries, é bem abordado.

Um dos pontos fortes de Pantera Negra é, sem dúvida alguma, a trilha sonora. Com curadoria do rapper Kendrick Lamar, as canções casam perfeitamente com cada cena mostrada na telona como não víamos há um bom tempo. O roteiro de Joe Robert Cole e Ryan Coogler é fantástico. Tudo acontece no “time” certo, a história da família real é bem contada e dentro das 2h15 o telespectador consegue vivenciar tudo aquilo e sair satisfeito com o resultado final.

E o que dizer do elenco? Bom, um filme protagonizado por excelentes atores negros traz uma representatividade muito importante. Desde Blade: O Caçador de Vampiros (1998), não tivemos heróis de grande expressão protagonizando filmes do gênero. Chadwick Boseman traz um T’Challa amadurecendo como líder e rei de Wakanda. A vencedora do Oscar, Lupita Nyong’o, vem como um alicerce amoroso e diplomático com a personagem Nakia. O empoderamento feminino exala a plenos pulmões com a general Okoye de Danai Gurira. A diversão e inteligência por trás das tecnologias vem com Shuri, irmã de T’Challa, interpretada por Letitia Wright. Mas o grande destaque mesmo fica para a excelente atuação de Michael B. Jordan, como o vilão Erik Killmonger. Cheio de fúria, ódio e em busca de vingança, o personagem de Michael entra para o seleto grupo de bons vilões da Marvel nos cinemas.

Por todas as questões sociais, de tradição e representatividade que são abordadas, Pantera Negra perde muito do humor que vimos em Thor Ragnarok e Guardiões da Galáxia vol. 2, o que não significa que o longa não seja um filme leve e divertido. Na dose certa, o alívio cômico aparece, mas não é o foco (graças a Odin). Pantera Negra demorou para chegar às telonas, mas veio em um momento oportuno, a medida que as camadas minoritárias da sociedade ganharam espaço nos diversos setores da arte. Se Mulher-Maravilha conseguiu representar muito bem as mulheres, Pantera Negra consegue representar muito bem os negros, que deixaram de ser os “empregados” e “escravos” para se tornarem os heróis que aclamamos tanto. E o melhor, em um filme que pode ser considerado facilmente um dos melhores já feitos pelo Marvel Studios. Que “Wakanda pra Sempre” seja só o começo!

 

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