Jurassic World: Reino Ameaçado

Após fazer mais de US$ 1,5 bilhão em Jurassic World (2015), os dinossauros estão de volta na sequência da nova trilogia Jurassic World: Reino Ameaçado. O filme se passa três anos após os eventos de Jurassic World com o fechamento do Jurassic Park e tem como premissa o resgate ou não dos animais na ilha Nublar, que tem seu vulcão a um fio de entrar em erupção e acabar com todos os dinossauros que habitam o local. Nessa missão de salvamento, temos o retorno de Claire (Bryce Dallas Howard) que convoca o especialista em raptores, Owen, personagem interpretado pelo ator Chris Pratt.

O primeiro ato do filme é primordialmente focado na missão de Claire e Owen na ilha Nublar. Somos apresentados a novos personagens como Franklin (Justice Smith) e Zia (Daniella Pineda), que ajudam o casal protagonista na missão e servem de alívio cômico em determinados momentos da trama. Além disso, é na ilha que temos as melhores cenas, como a cena de dinossauros fugindo da erupção (mostrada nos trailers) e a própria cena de abertura do longa, que reflete muito o clima de suspense que se fará presente do decorrer do filme.

O relacionamento entre Owen e o velociraptor Blue é novamente reforçado neste longa. O carinho, amor e até submissão (em determinados momentos) do animal com o seu treinador é admirável e um pouco do relacionamento entre eles, quando Blue ainda era filhote, é mostrado. O envolvimento entre Owen e Claire continua exatamente igual ao filme anterior, entre tapas e beijos. Além disso, a personagem de Bryce Dallas Howard tem menos espaço neste longa. Esse espaço acaba sendo ocupado de certa forma pela atriz mirim Isabella Sermon, que faz Maisie Lockwood, neta de Benjamin Lockwood (James Cromwell), um senhor rico responsável por bancar a missão de resgate dos dinossauros. A menina tem uma importância substancial para o desenrolar da trama. Chris Pratt dá mais uma vez um show de simpatia e nos faz gostar ainda mais de seu personagem na franquia.

Apesar dos melhores takes e fotografia serem na ilha Nublar por motivos óbvios, é no segundo e terceiro atos do filme que realmente somos imersos no que de fato é Jurassic World: Reino Ameaçado: um filme de certa forma sombrio. O tom aventuresco à lá Indiana Jones com dinossauros continua, mas é mesclado com toques de suspense que fazem o telespectador se segurar na poltrona em diversos momentos. Essa tensão toda é o que mais diferencia o filme dos demais longas da franquia. A nostalgia que marcou o Jurassic World (2015) retorna, mas de forma mais sutil com citação a John Hammond (Richard Attenborough), fundador do Jurassic Park no filme de 1993; e com a aparição do personagem de Jeff Goldblum.

Apesar de óbvio, o roteiro de Jurassic World: Reino Ameaçado é muito bem costurado, ligando bem tanto o filme anterior quanto deixando abertas todas as possibilidades para o que virá a seguir. Embora seja diferente e com outra premissa, o fato de ser criada uma nova espécie de dinossauro, assim como aconteceu em Jurassic World, deixa o telespectador com um sentimento “putz, já vi isso”. Mas essa semelhança acaba sendo secundária a todo o resto que é muito bem executado. O filme consegue entregar um entretenimento decente e ainda dá margem para algo realmente novo e empolgante para o próximo longa com o final e a cena pós-créditos (sim, temos uma cena pós-créditos em Jurassic World). Jurassic World: Reino Ameaçado é um bom filme e cumpre com todos os requisitos que esperamos de um filme do gênero.

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