Troye Sivan nos leva a uma viagem nostálgica com ‘Bloom’

Troye Sivan é uma das grandes promessas da música pop nos últimos anos. O cantor de apenas 23 anos de idade nasceu em Joanesburgo, na África do Sul e se mudou para Austrália aos 2 anos de idade. Assumidamente gay, teve um canal no YouTube e em 2015 lançou seu primeiro álbum de estúdio pela EMI, o Blue Neighbourhood. Troye estourou com o disco que rendeu os hits WildYouthO astro está de volta agora com seu segundo disco, Bloom. Lançado no final de agosto, Bloom traz apenas dez músicas. O álbum marca o retorno de produtores do primeiro disco, como Bram Inscore e Brett McLaughlin, além de composições da cantora canadense Allie X.

Assim como em Blue Neighbourhood, Troye conta em Bloom suas experiências amorosas. Em Seventeen, faixa que abre o álbum, o cantor fala sobre sua experiência em se relacionar com caras mais velhos quando tinha 17 anos. A canção é dita por Troye como a mais “sombria” do disco. Lucky Strike, que faz referência a uma marca de cigarros, Troye faz uma metáfora sobre o vício de amar alguém. A canção tem um ritmo gostosinho, assim como Seventeen. 

A vibe dos anos 90 é refletida em boa parte do disco, principalmente nas canções mais animadas. My My My!, primeiro single do álbum, é uma delas. Com uma letra confiante, o cantor explora a liberdade e sexualidade na letra que fala sobre viver o momento. A inspiração para o videoclipe é somente em Justify My Love, obra prima da Rainha do Pop Madonna, lançada em 1990. Plum também traz essa nostalgia dos anos 90, lembrando canções de Mariah Carey e Whitney Houston.

A faixa título fala sobre um homem gay passivo perder a virgindade. Bloom é muito anos 90 e traz um dos refrões mais chicletes do álbum. Já em Dance To This, música em parceria com Ariana Grande (leia nossa resenha do Sweetener), Troye traz ainda mais animação em uma canção libertadora, que te incentiva a se divertir e dançar como se não houvesse o amanhã. O dueto entre o cantor e Ariana é um dos pontos altos do disco.

À base do violão, The Good Side é minha baladinha favorita do Bloom. O cantor praticamente faz um pedido de desculpas ao ex-namorado por ter desabafado todo o relacionamento entre eles no Blue Neighbourhood. Ele fala sobre enxergar o “lado bom” da separação, que resultou no primeiro álbum. Em What A Heavenly Way To Die, Troye canta sobre envelhecer e morrer ao lado da pessoa amada. A faixa é inspirada na canção There Is a Light That Never Goes Out da banda The Smiths. A ótima Postcard traz Troye em um dueto com a cantora australiana Gordi, e Animal encerra o álbum falando sobre um amor avassalador.

Bloom é a evolução natural de um artista em ascensão como Troye Sivan. Após dedicar um álbum todo de um relacionamento que não deu certo, o cantor troca o disco em busca da felicidade, da curtição e do amor. Tudo isso muito bem encaixado em um pop nostálgico, dançante e com letras chicletes. Troye entrega um álbum maduro, gostoso de ouvir e que vai te deixar viciado em pelo menos três faixas. A evolução do Blue Neighbourhood para o Bloom é notável e mostra todo o potencial do cantor.

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