Mariah Carey retorna com seu melhor álbum em uma década

Demorou, mas Mariah Carey está de volta! Quatro anos desde que lançou seu último disco, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, a diva do R&B retorna com seu 15º álbum de estúdio, Caution. Com 10 faixas, Caution traz parcerias com Ty Dolla $ign e produções de Timbaland, Skrillex e Poo Bear. Além disso, como de costume, Mariah assina todas as composições ao lado de outro colaboradores.

O álbum abre com a balada GTFO (Get The Fuck Out), que traz Mariah em um tom vocal muito abaixo do que estamos acostumados. E o mais legal da canção é que apesar do vocais baixos – lindíssimos, diga-se de passagem – Mariah canta sobre mandar o boy lixo pra fora sua vida. Além disso, a música serviu de single promocional e ganhou um clipe pra lá de sexy, como de costume. GTFO ainda conta com samples de Goodbye to a World do DJ Porter Robinson, lançada em 2014.

As baladinhas características do “estilo Mariah” também estão no álbum. With You, primeiro single oficial do álbum, é uma delas. A faixa traz todos os passos para um hino à lá Mariah: ótima letra, produção excelente e muitos melismas. A canção, uma das melhores disco, é produzida pelo DJ Mustard, conhecido por trabalhos com a Rihanna e FergiePortrait encerra o álbum e é uma balada que nos lembra da Mariah dos anos 1990, de canções poderosas tocadas no piano e com vocais que aumentam gradativamente. Portrait foi composta e produzida por Mariah e Daniel Moore II.

O urban, estilo presente na carreira da cantora assim como o R&B, ganha modernidade e traz boas referências do passado, como é o caso de A No No. A música traz elementos de Crush on You da rapper Lil’ Kim – inclusive, o remix de A No No deverá ser lançado em breve com participação da rapper e de Cardi B. Rumores apontam que a canção é uma mensagem à ex-empresária de Mariah, Stella Bulochnikov, que a acusou de assédio sexual e abuso de substâncias. Outro destaque vai para The Distance, música em parceria com Ty Dolla $ign e que fala de um relacionamento mantido sobre os olhos públicos da mídia e que enfrenta obstáculos como a distância. Ela tem produção do Lido, que fez diversos trabalhos com a Halsey; do DJ de dubstep Skrillex, parceiro do Diplo no duo Jack Ü; e Poo Bear, que trabalhou com Justin Bieber e no Brasil ficou mais conhecido por Will I See You da Anitta.

One Mo’ Gen traz um pouco mais da música urbana. Sexy e com as batidas características do gênero, One Mo’ Gen é uma gíria que significa “mais uma vez”. Mariah canta sobre se entregar para pessoa amada e deixar o fogo subir, se é que vocês me entendem. Stay Long Love You, com participação do rapper Gunna, Mimi continua com essa vibe urban sexy e traz muitas batidas maravilhosas com um refrão chiclete, provavelmente o mais pegajoso do álbum. Em 8th Grade, canção produzida pelo lendário Timbaland, Mariah fala sobre inseguranças. Segundo ela, o título da canção reflete sobre a sensação melancólica que costumava ter quando era criança.

Giving Me Life, que traz participação de Slick Rick e Blood Orange, é uma das canções mais impecáveis de Caution. Ela traz uma composição e, principalmente, produção perfeitas. Mantendo um tom extremamente sentimental do início ao fim. A música ainda tem uma virada à base de rifes de guitarra e agudos de Mariah que dão maior profundidade à canção, a mais longa do álbum (são pouco mais de seis minutos de música).

A faixa título foi a última canção escrita por Mariah. À princípio se chamaria Proceed With Caution, mas Mariah mudou e deixou apenas como Caution, que acabou virando o título do disco. Ela define muito bem o significado e o que o álbum representa. Um trabalho maduro, sem firulas e que entende que “menos é mais”.

Com o Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, Mariah trouxe 17 músicas e sete parcerias em sua versão deluxe. Muitas canções medianas ficaram perdidas em meio a algumas faixas de qualidade. Em Caution isso não ocorre. As dez faixas dialogam entre si e formam um todo muito coeso e certeiro.

Caution traz uma Mariah revigorada, sem muitos estrelismos e fazendo muita música boa. É quase que um retorno da cantora às origens, fazendo um R&B consistente e ora ou outra flertando com o urban. Sem precisar provar nada para ninguém em seu 15º trabalho em quase 30 anos de carreira, Mariah entrega um álbum honesto, o melhor em quase uma década – desde E=MC² (2008) – e possivelmente, um dos melhores de sua carreira.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s