Retrospectiva 2018

2018 foi um ano e tanto. Tivemos diversos filmes, músicas, séries, livros, shows e atrações culturais ao longo do ano. Vimos grandes artistas surgirem e outros tantos nos deixando. É chegada a hora fazer o balanço de tudo, ou quase tudo, que rolou no ano. Confira nossa retrospectiva:

A apoteose da Marvel: Vingadores – Guerra Infinita

Um elenco cheio de estrelas para um evento épico

Vingadores – Guerra Infinita trouxe aos cinemas em 2018 o maior filme de super-heróis de todos os tempos, contando com um elenco grandioso e um investimento de 10 anos do Marvel Studios. Após desenvolver individualmente seus heróis em 18 filmes que fazem parte do mesmo universo, a história culminou na colisão desses mundos com Thanos, o vilão mais poderoso já apresentado até então. Com um senso de perigo real para os heróis, mostrado na primeira cena do filme, temos enfim um vilão envolvente que tem um motivo para propagar a destruição, um motivo distorcido com uma solução simplista para um problema complexo, mas que faz com que ele seja mais multifacetado do que a velha dicotomia de bem x mal.

Guerra Infinita foi resultado de anos de planejamento e investimento do Marvel Studios

O investimento e a história agradaram e o filme arrecadou mais de US$ 2 bilhões durante sua passagem no cinema, se tornou a quarta maior bilheteria da história ficando atrás de Avatar, Titanic e Star Wars: O Despertar da Forçadentre outros recordes de pré-venda e estreia em determinados países. A história ainda está incompleta, afinal Vingadores: Ultimato chega aos cinemas em abril de 2019 e pode quebrar suas próprias marcas, além de encerrar de vez essa fase da Marvel e de alguns rostos conhecidos nos papéis de heróis.

Ainda dentro do ano da Marvel tivemos o falecimento de Stan Lee, que co-criou muitos dos heróis da franquia, havia há muito se tornado o rosto da empresa e possui participações especias em todos os filmes, inclusive em Ultimato. Para o mestre um bom descanso e que sua criação continue entusiasmando as pessoas por muito tempo. #Excelsior

O K-Pop e a Onda Coreana

BTS ganhou filme, bombou nos Estados Unidos e no resto do mundo. Quase uma ‘Bieber fever’

O K-Pop já tinha chegado há algum tempo no ocidente, mas definitivamente ele alcançou novos patamares em 2018. O gênero musical que explodiu na Coreia do Sul na década de 1990 e alavancou o país financeiramente e culturalmente tem hoje em um dos seus maiores expoentes no grupo BTS, além de ter participado de premiações internacionais como o Billboard Music Awards 2018 ao lado de Demi Lovato, Camila Cabello, Dua Lipa, Ariana Grande e outros artistas de peso, o boy group vem colecionando prêmios atrás prêmios e recentemente foram premiados na categoria de artista do ano no Mnet Asian Music Awards 2018 (MAMA 2018) o que trouxe o grupo às lágrimas. Contando com um fandom gigantesco e uma agenda de lançamentos intensa, a banda foi a segunda mais tocada no Spotify em 2018, ficando atrás somente de Imagine Dragons. Como nem só de uma banda vive um gênero há muita coisa para desbravar nesse universo, como as garotas do Red Velvet, Twice, BlackPink, Mamamoo e os garotos do Shinee por exemplo.

A Onda Coreana também se desdobra nos famosos Dramas, as novelas coreanas, como diz uma amiga, se você gosta de um, invariavelmente vai acabar gostando do outro, isso porque os idols do K-pop participam ativamente dos Dramas e muitos atores são ótimos cantores e acabam dando um gostinho da música coreana nas suas séries, logo é uma questão de tempo até que você acabe desbravando os dois espaços. Apesar de contar com streamings próprios de Dramas asiáticos como o Viki, as séries estão ganhando espaço na Netflix também, sendo transmitidos com exclusividade pela plataforma como Something in the rain, Mr. Sunshine e agora Memórias de Alhambra com duas personalidades queridinhas da Coreia, Park Shin Hye e Hyun Bin. Se até agora você não tinha se deparado com nenhuma dessas bandas ou séries, pode ser um bom momento para conhecer.

Pantera Negra e a representatividade

Michael B. Jordan (Killmonger) e Chadwick Boseman (Pantera Negra) deram um show de atuação

Antes da grande estreia de Vingadores – Guerra Infinita, que era o filme da Marvel e de super heróis mais esperado do ano, começamos 2018 com o primeiro longa solo de T’Challa, o Pantera Negra. Apresentado em Capitão América – Guerra Civil, o filme solo do personagem foi uma das maiores bilheterias do ano, arrecadando pouco mais de US$ 1,3 bilhões. Mas esse não foi o principal trunfo do longa. Dirigido por Ryan Coogler, Pantera Negra contou com um elenco composto majoritariamente por atores negros – algo raro em produções de grande orçamento em  Hollywood. Isso significa muito para a comunidade negra, que nunca se viu tão bem representada e ocupando papéis de destaque – e não o de empregado ou escravo – em um filme como esse.

Filme ainda mostrou força da mulher negra por meio das Dora Milaje, a guarda real de Wakanda

Se excluirmos a trilogia Blade de Wesley Snipes, não me recordo de ver um herói negro em uma produção como a do Marvel Studios. É uma representatividade que faltava nos cinemas, algo semelhante que ocorreu em Mulher-Maravilha no ano passado. Além disso, a trama do filme tocou sutilmente em assuntos importantes como escravidão e pobreza. Pantera Negra mostrou que é possível colocar bons atores e atrizes negros em grandes produções e, principalmente, em grandes personagens. Basta uma oportunidade, como diria a diva Viola Davis. Que outros “Panteras Negras” possam surgir em Hollywood, pois nunca é demais se sentir bem representado.

Além disso, Pantera Negra conquista também por sua trilha sonora. Com curadoria do rapper Kendrick Lamar, negro e conhecido por trabalhos politizados, Black Panther: The Album reuniu grandes músicas que embalaram a produção. Além do próprio Kendrick, artistas negros como a talentosíssima SZA, o rapper Future, o cantor The Weeknd, entre outros. Pantera Negra se tornou ainda o primeiro filme de super herói a ser indicado na categoria principal do Globo de Ouro do ano que vem. O longa concorre como Melhor Filme Dramático e Melhor Trilha Sonora Original, o que aumenta as chances do filme de ser indicado ao Oscar 2019. Wakanda Forever!

A força da música pop no Brasil

Iza, Gloria Groove, Jão e Anitta são apenas alguns dos nomes que deixaram a música pop nacional ainda melhor

Em 2018, vimos o fortalecimento da música pop no Brasil. Se até há quatro ou cinco anos, a indústria fonográfica brasileira tinha como principais representantes do estilo musical apenas Anitta e Ludmilla, que surgiram do funk, hoje temos mais artistas produzindo e fazendo música pop no país. A diva Iza lançou seu álbum de estreia, o Dona de Mim, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum Pop Brasileiro e se destacou com os hits Ginga e Pesadão. Vimos também o talentoso e Imaturo Jão, que fazia covers no YouTube, debutar Lobos primeiro disco da carreira. Do YouTube vieram também Luísa Sonza, que fez um enorme barulho com o hit Devagarinho e tem tido bons resultados com Boa Menina; e a menina de ouro Clau, artista gerenciada pela Anitta, que estourou e bombou muito com Pouca Pausa, que é de longe um dos maiores hits do ano.

O pop nacional ganhou ainda mais força com os lançamentos das principais drag queens do país. Aretuza Lovi assinou com a Sony Music e lançou o seu álbum Mercadinho, que fez o hit Joga Bunda. Lia Clark também pôs seu álbum de estreia pra jogo, o É da Pista, que trouxe ótimas produções visuais e até parceria com a Wanessa Camargo. Gloria Groove que, embora não tenha lançado disco, bombou com hits como Bumbum de Ouro Arrasta, além de se tornar um dos nomes mais requisitados para parcerias musicais no país. Pabllo Vittar que foi longe demais e mandou muito bem com o Não Para Não e parcerias gringas com Charli XCX e Sofi Tukker.

Com a formação original, Rouge trouxe nostalgia e músicas novas em 2018. Em 2019, elas devem lançar um álbum inédito

Vimos o retorno de outros grandes nomes do pop, como a própria Wanessa Camargo, que lançou Mulher Gato LOKO, com ótimos videoclipes. A diva Sandy, que mesmo fazendo um pop menos comercial, lançou um disco de parcerias. O grupo Rouge, que retornou no fim do ano passado com sua formação original, e que neste ano fez uma mega turnê de 15 Anos de carreira, lançaram a inédita Bailando e o primeiro EP, 5, faturando prêmios e lotando casas de shows. Também tivemos o grande retorno de Lexa, que fez o hit Sapequinha. Ludmilla que voltou às origens, lançando funk proibidão como Não Encosta. Ela ainda fez o smash hit Din Din Din e a ótima Jogando Sujo.

E é claro, Anitta, que focou na carreira internacional divulgando os singles Machika com o J Balvin, Indecente e Medicina Jacuzzi da cantora colombiana Greeicy. Ela ainda participou de músicas de outros artistas nacionais como Romance com Safadeza com Wesley Safadão, o hit Ao Vivo e a Cores da dupla Matheus & Kauan, Fica Tudo Bem do Silva, Perdendo a Mão do Seakret e Eu Não Vou Embora do DJ Zullu. E como cereja do bolo, lançou o audacioso EP Solo, que trouxe três músicas em três idiomas diferentes: Não Perco Meu Tempo, Goals Veneno. Tudo isso sem falar da série documental da Netflix, Vai Anitta e do trabalho como jurada do La Voz Mexico. Todos esses artistas mostram que é possível fazer música pop de qualidade em um país diversificado, dominado atualmente pela música sertaneja.

Posts mais visualizados

Tivemos séries, filmes com temáticas LGBT+, álbum de drag e de ex-integrante de girband, além dos filmes mais lucrativos no ano

10. Camila Cabello mostra personalidade em álbum de estreia

Foi um ano maravilhoso para a Camila Cabello, ex-integrante do Fifth Harmony. A cantora lançou seu primeiro álbum solo, o Camila, e conseguiu emplacar um dos maiores hits de 2018, Havana. Além disso, abriu shows da reputation Stadium Tour da Taylor Swift e fez sua própria turnê, a Never Be The Same Tour pelo mundo. Venceu vários prêmios como quatro American Music Awards e EMAs, dois VMAs, além de estar indicada a dois Grammy Awards por Melhor Álbum Pop e Melhor Performance Solo de Pop por Havana. Nossa resenha sobre o álbum de estreia da diva ficou na 10ª posição entre os posts mais visualizados do ano.

9. Ariana Grande se joga no experimental e arriscado ‘Sweetener’

God is a woman foi uma das melhores canções lançadas na nova fase de Ariana Grande, que carregou o pop nas costas em 2018 

Se o ano foi bom para Camila Cabello, para Ariana Grande foi ainda melhor. A cantora lançou o quarto álbum, Sweetener, que trouxe uma sonoridade um pouco diferente da que estávamos acostumados nos trabalhos da diva. Com no tears left to cry, a ótima God is a woman e o hit breathin, Ariana foi a artista feminina responsável por incomodar os homens que dominaram as paradas de sucesso. Não bastasse a boa recepção do disco, Ariana ainda presenteou os fãs lançando mais músicas como thank u, next, música que se tornou o maior hit da carreira dela, e mais recentemente imagine. Nossa crítica do Sweetener também foi um sucesso.

8. Jurassic World: Reino Ameaçado

Dinossauros têm se provado uma fonte lucrativa para a Universal Pictures. Sequência de Jurassic WorldReino Ameaçado foi um dos grandes sucessos do ano, faturou nada mais nada menos que US$ 1,3 bilhões de dólares. O filme teve uma abordagem um pouco diferente dos anteriores e conseguiu arrancar alguns sustos dos telespectadores. É uma aventura gostosa e figurou entre os posts mais vistos por aqui.

7. Mesmo com roteiro raso, ‘Bohemian Rhapsody’ é de arrepiar

Lançado em novembro, a cinebiografia de Freddie Mercury foi um grande sucesso de views no Cultura. Interpretado por Rami Malek, que está idêntico ao vocalista do Queen, o filme mostra um pouco da vida conturbada e de sucesso de Freddie. O mais incrível de toda a história é acompanhar grandes momentos da banda, como o Live Aid e o Rock In Rio. Sem contar no processo de composição e produção de hinos do rock, como We Are The Champions Bohemian Rhapsody.

6. ‘Com Amor, Simon’ conquista pela simplicidade

Possivelmente um dos filmes mais fofos do ano, Com Amor, Simon conquistou também os leitores do blog. Dirigido Greg Berlanti e baseado no romance Simon vs. the Homo Sapiens Agenda de Becky Albertalli, o longa mostra Simon (Nick Robinson), um jovem que esconde o segredo de ser gay e se apaixona por um anônimo que se assumiu no blog da escola onde estuda. Com Jennifer Garner, Josh Duhamel e Katherine Langford no elenco, Com Amor, Simon é uma grata surpresa e figura no sexto lugar.

5. Pabllo Vittar explora toda sua brasilidade em ‘Não Para Não’

É Vittar, mainha! A drag queen mais bem sucedida do país lançou seu segundo disco neste ano, válido pelo contrato com a Sony Music. Sucessor de Vai Passar MalNão Para Não veio cheio de ritmos tipicamente brasileiros e cheio de energia. O forró, o brega, a sofrência, o axé, o funk e o pop se encontraram nessa mistura que trouxe músicas como Problema Seu, Disk Me Seu Crime. Para se ter uma ideia, Pabllo conseguiu colocar todas as dez músicas no Top 50 do Spotify Brasil na semana de lançamento. O sucesso de Não Para Não também bombou no Cultura.

4. Vingadores – Guerra Infinita

Já falamos acima do filme mais importante de super-heróis lançado em 2018. Os 10 anos de Marvel no cinema culminaram nesse épico, que trouxe um vilão poderoso e com motivações concretas, e reuniu praticamente todos os heróis que nos apegamos ao longo desses anos de lançamentos da Marvel. Nada mais justo do que o longa estar no nosso Top 5.

3. ‘Pantera Negra’ – Wakanda pra Sempre!

Também com um post especial acima, Pantera Negra é outro grande marco na história da Marvel e do cinema de super-heróis. Não bastasse toda a representatividade, o longa é muito bom, consistente, com excelentes personagens e coeso do início ao fim. O personagem, até então desconhecido, ganhou diversos fãs ao redor do mundo, virando cosplay e até fantasia de festas temáticas. Wakanda pra sempre!

Série espanhola deu o que falar e bombou em 2018, garantindo a terceira temporada

2. La Casa de Papel e a inversão de papéis

O bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao! A série mais falada do ano foi com certeza La Casa de Papel. Oito ladrões são recrutados para roubar 2,4 bilhões de euros da Casa da Moeda da Espanha. Eles recebem o codinome de alguma cidade do mundo, enquanto o idealizador do assalto se intitula Professor. Disponível na Netflix, a série espanhola fez tanto sucesso que garantiu uma terceira temporada, que estreia no ano que vem, e virou febre no país. Fantasias de Carnaval, Halloween, máscaras e até funk inspirado na canção Bella Ciao saiu.

1. The End of The F***ing World

Apesar de todos os grandes filmes, séries, livros e álbuns musicais que tiveram resenhas publicadas pelo Cultura, o post mais visualizado do ano vai para The End of The F***ing World. Lançada em 2017 no Reino Unido e disponibilizada pela Netflix neste ano, a série de humor negro mostra o psicopata James (Alex Lawther) e a rebelde Alyssa (Jessica Barden), que têm seus caminhos cruzados, fazendo loucuras ao fugirem de casa. A história é baseada nos quadrinhos de Charles S. Forsman e a primeira temporada tem apenas 8 episódios de aproximadamente 20 minutos cada. A segunda temporada já está confirmada. Despretensiosamente, a série teve o post mais visualizado de 2018 no Cultura.

Resumão

O ano que o hip-hop dominou os charts, que Lady Gaga foi aclamadíssima como atriz, diversos filmes de terror e muitas perdas de artistas jovens

E o que mais rolou em 2018? Bom, tivemos um discurso poderoso de Oprah Winfrey ao receber o prêmio honorário Cecil B. DeMille no Globo de Ouro pelo conjunto da obra. Em seu discurso, a apresentadora e atriz disse: “Então, eu quero que todas as garotas assistindo aqui, agora, que saibam que um novo dia está no horizonte. E que quando este novo dia finalmente chegar, será por causa de muitas mulheres magníficas, (…) e algum homens fenomenais, lutando duro para ter certeza de que elas se tornem as líderes que nos levem a um tempo em que ninguém jamais tenha de dizer ‘Eu também’ novamente.”, uma referência direta #metoo, movimento para enfrentar o assédio sexual generalizado em Hollywood. Do #metoo ainda surgiu a iniciativa Time’s Up, fundo de defesa legal para apoio a mulheres e homens que foram sexualmente assediados, agredidos ou abusados no local de trabalho. A iniciativa se estendeu a outras premiações como o Oscar e o Grammy, que teve uma performance emocionante da cantora Kesha ao lado de Cindy Lauper, Camila Cabello, Bebe Rexha, Julia Michaels e Andra Dray. Kesha luta na justiça há anos contra o produtor Dr. Luke, que é acusado de ter abusado da cantora.

Oprah Winfrey em seu discurso no Globo de Ouro – Foto por Paul Drinkwater/NBCUniversal via Getty Images
Bruno Mars venceu o Grammy em todas as categorias em que concorria

Por falar em Grammy, a premiação deste ano consagrou Bruno Mars e o álbum 24K MagicO cantor levou seis gramofones, incluindo Álbum do Ano, Canção e Gravação do Ano. Kendrick Lamar, um dos principais indicados e que está concorrendo a edição de 2019, levou quatro prêmios. No Oscar, tivemos A Forma da Água do cineasta mexicano Guillermo del Toro como grande vencedor. O filme levou quatro prêmios, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção. Durkirk levou três prêmios. Frances McDormand foi a Melhor Atriz por Três Anúncios Para um Crime e Gary Oldman, o Melhor Ator por O Destino de Uma Nação. Destaque para Logan, que foi o primeiro filme de super-herói indicado a Melhor Roteiro Adaptado.

Tivemos também a estreia de Lady Gaga em uma grande produção do cinema. Nasce Uma Estrela é um dos filmes favoritos para levar prêmios na temporada 2019. O longa foi indicado a cinco categorias do Globo de Ouro e a quatro no SAG Awards, considerados termômetros do Oscar. Além da ótima atuação, Lady Gaga e Bradley Cooper devem se orgulhar da trilha sonora do remake, que vem fazendo história e já vendeu mais de 1 milhão de cópias mundialmente. Filmes de terror como A FreiraHereditárioUm Lugar Silencioso e o novo Halloween foram grande sucesso de crítica e público. Longas favoritos ao Oscar 2019 como Infiltrado na Klan Roma também estrearam neste ano. Tom Cruise se superou mais uma vez com o novo e ótimo Missão: Impossível – Efeito Fallout. Outros não tiveram sorte e fracassaram, como Tomb Raider: A Origem com a vencedora do Oscar Alicia Vikander, O Primeiro Homem com Ryan Gosling, Han Solo: Uma História Star Wars Círculo de Fogo: A Revolta. Nas séries, Elite, Pose, The Americans, Sharp ObjectsThe Good Place, A Maldição da Residência Hill, Homecoming, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story foram alguns dos destaques, além de novas temporadas de séries como WestworldAmerican Horror Story: Apocalypse e House of Cards foram lançadas.

Na música, tivemos Beyoncé fazendo um mega show no festival Coachella e lançando álbum surpresa com o marido JAY-Z. Assinando como The Carters, o casal fechou o Museu do Louvre, em Paris, para gravar o videoclipe de APESHIT. O álbum Everything Is Now foi um dos grandes lançamentos do ano, e ainda rendeu a turnê On The Run II. Além do casal e do rapper Kendrick Lamar, citado anteriormente, outros grandes artistas negros foram destaque. Janelle Monaé trouxe seu Dirty Computer, Kanye West o seu YE e, principalmente, Drake com o Scorpion. O ano foi do canadense. O rapper emplacou God’s Plan, Nice For What In My Feelings no topo das principais paradas. Foi um ano e tanto para o hip-hop. Além de Drake, nomes como Post Malone, Eminem, Travis Scott, J. Cole, Juice WRLD e XXXTentacion – morto em junho, figuraram no topo das músicas e álbuns mais tocados no ano. Cardi B e Nicki Minaj também representaram muito bem o gênero com seus trabalhos, apesar das tretas entre as duas. Teve sapatada e tudo.

Mas nem só de hip-hop vive o mundo. Taylor Swift rodou o mundo com a muito bem sucedida, obrigado, reputation Stadium Tour, que se tornou a segunda turnê feminina mais lucrativa de todos os tempos. Faturando pouco mais de US$ 345 milhões de dólares em 53 shows. O show fica atrás apenas da Sticky & Sweet Tour da Madonna, que faturou US$ 407 milhões de dólares. Ariana Grande foi um ~perdoe o trocadilho~ ‘grande’ nome também, assim como Shawn Mendes, que lançou o seu melhor álbum da carreira neste ano. Troye Sivan Rita Ora que lançaram os sucessores de seus primeiros discos. Tivemos o retorno de artistas como Ciara, que lançou a ótima Level Up; Avril Lavigne, que divulgou Head Above Water e anunciou o álbum pro ano que vem. Aos 45 do segundo tempo, Miley Cyrus lançou a ótima Nothing Breaks Like a Heart com o produtor Mark Ronson. Sem falar no álbum todo feminista do Little Mix.

O Imagine Dragons lançou o quarto álbum da carreira, Origins; o Thirty Seconds to Mars trouxe o disco America e o Fall Out Boy conseguiu indicação ao Grammy 2019 pelo M A N I A. Mas o grande destaque no cenário do rock/alternativo foi o Panic! at the Disco, que debutou um dos melhores discos do ano, o Pray for the Wicked, que trouxe singles muito bons como Say Amen (Saturday Night) High Hopes. O Arctic Monkeys, que será headliner do Lollapalooza 2019, também retornou  com o sexto álbum da carreira Tranquility Base Hotel & Casino. Sir Paul McCartney também lançou trabalho novo, o Egypt Station, assim como os caras do Alice In Chains com Rainier Fog.

No Brasil, tivemos o retorno da rockeira Pitty, que lançou os singles Contramão Te Conecta além de ter pegado a estrada com a turnê Matrix. Quem também pegou estrada foram os Tribalistas, que fizeram a primeira turnê neste ano. O Capital Inicial que lançou o Sonora, lançamento de inéditas desde o Viva a Revolução (2014). Ainda aqui no Brasil, tivemos o álbum Bluesman do cantor e rapper Baco Exu do Blues, que trouxe diversas reflexões acerca das questões raciais no país. O Silva veio todo Brasileiro em seu último disco, que trouxe os singles A Cor é Rosa Fica Tudo Bem com a Anitta. Como de costume, o sertanejo foi o estilo mais bombado no Brasil. Marília Mendonça com o hit Ciumeira, Zé Neto & Cristiano com Largado às Traças, Jorge & Mateus com Propaganda, Matheus & Kauan com Ao Vivo e a Cores, Simone & Simaria que desfrutaram do sucesso ao lado de Kevinho com Ta Tum Tum e com o DJ Alok com Paga de Solteiro Feliz, entre outros que colocaram o sertanejo ainda mais em evidência. Alok ainda lançou sucessos como Ocean Favela. Tivemos músicas virais como Que Tiro Foi Esse? da Jojo MaronttinniEnvolvimento da MC Loma e as Gêmeas Lacração. Mas o hit do ano ficou por conta do gaúcho Vitor Kley, responsável pela chiclete O Sol.

Mac Miller morreu no dia 7 de setembro em sua casa em Los Angeles, aos 26 anos. Ele sofreu uma overdose causada por drogas mistas

Demi Lovato teve de cancelar o resto da Tell Me You Love Me Tour após sofrer uma overdose de drogas em julho. A cantora permaneceu internada por um longo período, sendo liberada da clínica de reabilitação em novembro. A diva Selena Gomez também precisou ser internada, só que numa clínica psiquiátrica por causa de uma crise nervosa e foi vista em público recentemente. Felizmente Demi e Selena estão bem, mas muitas celebridades nos deixaram em 2018. Stan Lee aos 95 anos, o DJ Avicii aos 28 anos, o ator de Glee Mark Salling (35 anos), a cantora Dolores O’Riordan (46 anos), o rapper Mac Miller (26 anos), a atriz Margot Kidder (69 anos), o ator Verne Troyer (49 anos), o também ator Burt Reynolds (82 anos), o rapper XXXTentacion (20 anos), a Rainha do Soul Aretha Franklin (76 anos), as cantoras Ângela Maria (89 anos) e Dona Ivone Lara (96 anos), além do funkeiro Mr. Catra (49 anos).

Publicamos críticas de filmes como Maze Runner:  A Cura Mortal, Lady Bird, Nasce Uma Estrela, Para Todos os Garotos Que Já Amei, Aquaman, Oito Mulheres e um Segredo, Os Incríveis 2, Venom, Alex Strangelove, Deadpool 2, Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, Sierra Burgess é uma Losere outros. Na música, curtimos muito os retornos de Christina AguileraMariah Carey Kylie Minogue, além do lançamento diferentão da britânica Jessie J. Não gostamos tanto assim do novo trabalho de Justin Timberlake; mas adoramos os álbuns de estreia da Cardi B, Iza, Jão e Bebe Rexha. Já nas séries, falamos da segunda temporada de 13 Reasons Why, da desconstrução do padrão de Queer Eye, do Coven de O Mundo Sombrio de Sabrina, das últimas temporadas das séries canceladas da Marvel com a Netflix: Demolidor, Punho de Ferro Luke Cage, além de indicações como A Louva-a-deus. Por fim, na literatura, conversamos sobre A Filha Perdida e Pequenas Grandes Mentiras que deu origem à série.

Ao todo foram publicados 56 posts, seis a mais em relação a 2017. Tivemos pouco mais de 13,6 mil visualizações e recebemos mais de 7 mil visitantes durante o ano. Fica aqui o nosso muito obrigado. Que em 2019 possamos compartilhar ainda mais opiniões sobre discos, filmes, séries e livros. Sentiu falta de alguma resenha e quer lê-la por aqui? Siga a gente nas redes sociais e peça o que deseja ler no blog.

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