P!nk expõe suas vulnerabilidades em ‘Hurts 2B Human’

Dois anos após lançar Beautiful Trauma (2017), a P!nk está de volta com material novo. A cantora debutou Hurts 2B Human, seu oitavo álbum de estúdio. Como de costume, P!nk compõe maior parte do material junto com um time de respeito – a diva só não é creditada como compositora na faixa My Attic (esta feita por Julia Michaels, Ilsey Juber e Freddy Wexler). Entre os colaboradores do disco, temos nomes como Max Martin, Shellback, Ryan Tedder, Greg Kurstin, Beck e Sia.

O álbum abre com a enérgica Hustle. A faixa traz a P!nk badass de volta com uma letra divertida e uma base pop marcante que lembra canções da era The Truth About Love (2012). Nos créditos de composição aparece o cantor Dan Reynolds, vocalista do Imagine Dragons, e Jorgen Odegard – que é responsável por músicas do próprio Imagine Dragons e trabalhou recentemente no último disco do Little Mix. A dupla do pop Max Martin (responsável por hits da Britney Spears, Katy Perry e metade da indústria) e Shellback (fez maior parte do álbum reputation da Taylor Swift) trabalham juntos em (Hey Why) Miss You Sometime, uma faixa carregada de sintetizadores e autotune que fala sobre estar perdidamente apaixonado por alguém, mesmo que essa pessoa tenha ferrado com seu psicológico. É uma faixa bacana, mas que não agrega muito ao álbum.

Em Can We Pretend, faixa em parceria com o trio de música eletrônica Cash Cash, P!nk se arrisca na dance music. A música é a mais pop do álbum. É uma faixa alto astral e super jovem, que tem composição do Ryan Tedder do OneRepublic. Já em Walk Me Home, primeiro single do álbum, P!nk explora um pouco do folk apresentado no projeto You+Me com o cantor Dallas Green. A faixa é ótima e fica melhor quando assistimos ao videoclipe, que consegue engrandecer ainda mais a música. Os vocais da cantora na música, que traz o Nate Ruess do Fun. (que canta Just Give Me A Reason com a cantora) e o Scott Friedman na composição, são um capítulo à parte. Simplesmente maravilhosos.

A mistura folk e pop aparece também em My Attic, música na qual P!nk mostra sua vulnerabilidade em relação ao amor. Circle Game, composta e produzida por Greg Kurstin (o colaborador preferido da Adele), fala um pouco sobre ter um dia difícil e estar cheio de problemas, mas saber que isso é da vida e que precisamos aprender a superar nossas dores. Outra faixa produzida por Kurstin e que traz o cantor Beck ao time de compositores é We Could Have It All. Nela, P!nk se joga um pouco do pop rock presente em discos como o Try This (2003). Em Happy, ela deixa um pouco a vulnerabilidade de lado e tenta trabalhar sua autoconfiança e aceitação do seu corpo. É uma baladinha gostosa de ouvir, assim como The Last Song Of Your Life, faixa que encerra o álbum e traz vocais marcantes.

90 Days com o cantor Wrabel é de arrepiar. É um dueto bem encaixado. Em Love Me Anyway, parceria com o cantor country Chris Stapleton, a cantora entoa notas incríveis que mescladas aos tons graves de Chris abrilhantam a faixa, uma das melhores do disco. Na faixa título, Hurts 2B Human, em parceria com o cantor Khalid, P!nk traz um pouco do R&B de seu primeiro álbum. A canção fala sobre como dói ser humano e cometer falhas. Mas a música que mais destaco no álbum é Courage. Composta por Pink, Sia e Greg Kurstin, a canção é uma faixa forte que fala sobre nossas inseguranças e como devemos encontrar coragem para superá-las e deixá-las no passado. A canção é aquela típica música escrita pela Sia que tem um potencial incrível para se tornar um grande hino pop, assim como Chandelier e Diamonds. A minha favorita do álbum.

Hurts 2B Human traz uma P!nk exposta, mostrando o ser humano que é: cheia de falhas, medos e inseguranças. E é justamente quando mostra suas vulnerabilidades com mais afinco que P!nk consegue extrair o melhor do álbum, com faixas como Courage, Love Me Anyway, 90 Days My Attic. Musicalmente, a cantora mantém o pop visto em Beautiful Trauma, mas revisita momentos da própria discografia ao cantar R&B, pop rock e folk, além de se arriscar na música eletrônica. Hurts 2B Human é diverso, sensível e cheio de alma, além de reunir as várias “versões” de P!nk.

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