Daybreak – 1ª temporada

A Netflix estreou no fim de outubro a primeira temporada de Daybreak, série pós-apocalíptica baseada nas HQs homônimas criadas por Brian Ralph em 2006. Na série, o apocalipse acontece em Glendale e transforma todos os adultos em ghoulies (uma espécie de zumbis). Somente crianças e adolescentes estão imunes. Para sobreviver ao mundo em caos, esses adolescentes se organizam em tribos, como dos jogadores de golpe, dos jogadores de futebol, das líderes de torcida, e por aí vai. No meio de tudo isso, temos Josh Wheeler (Colin Ford), um garoto que só tem um objetivo: encontrar o amor da sua vida, Sam Dean (Sophie Simnett), que está desaparecida desde que a bomba explodiu em Glendale.

Para sobreviver aos ghoulies, às tribos  – que podem ser tão hostis quanto – e ao Barão Triumph, grande vilão que come adolescentes vivos; Josh cria algumas regras. Mas obviamente essas regras vão sendo quebradas quando ele cruza o caminho de Angelina (Alyvia Alyn Lind), Wesley Fists (Austin Crute) e Eli Cardashyan (Gregory Kasyan), colegas de escola.

Imagem: Popcornx

Além de ser uma comédia adolescente em um mundo pós-apocalíptico, a série criada por Aron Eli Coleite e Brad Peyton te envolve por um diferencial: a quebra da quarta parede. Josh é o principal narrador da trama e ele conversa diretamente com você em praticamente todos os episódios, contando do passado escolar de outros personagens que vão surgindo ao longo da temporada e prevendo ações. Isso torna a série ainda mais divertida e leve, embora ocorram muitas mortes e muito sangue sobre a tela (nada a nível Tarantino, vale reforçar). O roteiro é bem amarrado e previsível em alguns momentos, mas consegue ótimos plot twists em determinados episódios.

A química entre os personagens e a personalidade deles são outros pontos fundamentais para Daybreak funcionar bem. Josh é o nerd atrapalhado, que gosta da menina mais popular da escola e é perseguido pelos valentões. Angelica é a criança rebelde, pentelha e cheia de ideias mirabolantes. Wesley é ex-atleta em busca de certa redenção por tudo o que fez. E Eli é o menino surtado e espaçoso. Um grupo tão diferente e desajustado assim só poderia dar muito certo. O entrosamento entre eles é empolgante e envolvente.

Imagem: Den of Geek

Além disso, a série conta com algumas ameaças que atiçam nossa curiosidade, como quem é a pessoa por trás da máscara do Barão Triumph?, qual a relação entre Wesley e o Turbo (Cody Kearsley)?, como a professora Crumble (Krysta Rodriguez) continuou viva?, onde está a Sam? etc. Todos essas dúvidas são instigantes ao ponto de você não perceber que a temporada está acabando. O visual e referências à Mad Max também dão o ar da graça.

A primeira temporada de Daybreak é uma grata surpresa, felizmente. Divertida, envolvente, com ótima trama e personagens carismáticos, a série conquista por sair um pouco do convencional e certos clichês de séries adolescentes que temos por aí. Daybreak mescla humor com ação, com drama adolescente, mais zumbis e mundo pós-apocalíptico, tudo ao mesmo tempo. O resultado é melhor do que esperamos e gera uma alta expectativa para uma provável segunda temporada.

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